13/11/09

MINISTRO LOBÃO DESMENTE "PESQUISADOR" QUE QUIS APARECER NA GLOBO

O Ministro Edison Lobão da Minas e Energia desmentiu trata-se de uma versão oficial do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais a entrevista dada por um pesquisador à golpista Rede Globo, dizendo que não foram efeitos climáticos a causa a falta de energia na terça-feira.

Pelo que se vê, alguns vigaristas e oportunistas podem ser até capazes de colocar em dúvida a sua credibilidade profissional para corroborar com o terrorismo midiático patrocinado por alguns veículos de desinformação no Brasil.

C/Blogs

06/11/09

FH ADMITE TRANSPOR LIMITE DA PRUDÊNCIA CONTRA GOVERNO DO PT

Após tem confirmado por um ex-ministro tucano que do ponto de vista do bem-estar econômico haverá 5% de crescimento, e que no ano que vem de 2010 será muito pior para a oposição do que foi nas eleições de 2006, para ganhar do PT.

Então Fh teria saído de seu mundinho, justificou e tentou consertar algumas infelizes colocações em artigos:

"Não precisa ter medo do ministro da Fazenda, Guido Mantega", pelo que se conclui que nunca precisavamos ter "medo" de Lula também, só deles e das Reginas.

"Quem tem liderança tem que saber que, ao assumir o governo, vai ter que fazer certas coisas", é obvio, mas dependendo de quem vai tirar, né.

"Na campanha, o discurso que vai sacrificar hoje para o futuro não vai pegar", ou seja, o discurso dos tucanos não vai pega mais. Não estamos mais sacraficando o hoje, estavamos.

"Só pude fazer reformas porque houve um debate muito amplo. Por isso que me exponho além dos limites da minha prudência." , disse justificando sua imprudência disse quanto ao "autoritarismo populista no governo Lula": "Sinto que há risco de desfazer o que achei que já estivesse consolidado...se desfizer, mais adiante o preço será pago por toda a sociedade", reforçou seu ponto de vista neoliberal anarquista e ateu.

C/Blogs

31/10/09

COMENTÁRISTA QUER AÉCIO BEM GATÃO NA CAMPANHA DE 2010

Uma blogueira comentárista política, fã declarada do governador mineiro, neto de Trancredo Neves, em comentários no blog do Dirceu derramam-se de amores ao governador mineiro e não esconde sua intenção de ser a Primeira Dama do Brasil.

Declara que, se o Aécio entrar, quero vê-lo com um ar mais de gatão disputando as eleições...

Aécio escuta a voz da experiência, continua a apaixonada comentárista, referindo-se ao fato de que apesar de ter excelente aparência é experiente, um pouco coservador, talvez.

Como se constata, Aécio faz muito sucesso e traz suspiros junto ao público feminimo o que com certeza dividiria as eleitoras brasileiras.

Com Blogs

26/10/09

MICHEL TEMER SERIA O POLÍTICO MAIS INFLUENTE DO CONGRESSO

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), foi eleito o político mais influente do Congresso Nacional, segundo pesquisa realizada pelo Departamento Sindical de Assessoria Parlamentar (Diap) com base na opinião dos próprios parlamentares. Votaram 75 dos 100 considerados “Cabeças do Congresso”, sendo 56 deputados e 19 senadores.

Michel Temer recebeu 51 votos de seus colegas. O segundo colocado, Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, teve 28 votos. O líder do PT, deputado Cândido Vacarezza (SP), ficou em terceiro lugar, com 23 votos. O primeiro senador a aparecer na lista é o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que recebeu 21 votos dos congressistas e figura na sexta posição.

Segundo o coordenador da pesquisa, Antônio Augusto de Queiroz, o ranking dá algumas pistas sobre critérios para a escolha dos deputados e senadores mais influentes.

A primeira é que o aspecto institucional possui peso decisivo, tanto que somente um dos eleitos, o presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE), não é atualmente presidente de partido, líder de bancada ou membro das mesas diretoras das Casas. A segunda é que, neste ano, os deputados fizeram prevalecer o fato de a Câmara possuir seis vezes mais parlamentares do que o Senado.

Os parlamentares que compõem a base de apoio ao governo estão numericamente melhor representados na elite, com oito congressistas. São quatro parlamentares do PMDB, três do PT e um do PSB. A oposição elegeu apenas dois parlamentares entre os mais influentes: um deputado, Ronaldo Caiado, do DEM, e um senador, o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgilio.

Logo depois deste primeiro grupo da elite parlamentar, estão congressistas com elevado grau de influência, como o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder da maioria no Senado; os deputados José Carlos Aleluia (DEM-BA), vice-líder do DEM na Câmara, e Flávio Dino (PCdoB-MA), vice-líder do bloco PSB, PCdoB, PMN e PRB. Os senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e José Agripino (DEM-RN) também figuram no grupo próximo aos “cabeças”.

Por: Helena

19/10/09

DENÚNCIA - MARQUETEIRO DE SERRA TEM LIGAÇÕES COM A FOLHA

Que a Folha de São Paulo e Globo prestavam assessoria política e de imprensa aos tucanos passou de uma desconfiança para uma certeza.

Luiz Gonzáles, o marqueteiro de Serra, seria sócio de Gilnei Rampazzo na GW produtora do marido de Eliane Cantanhêde porta-voz do PSDB da Folha de São Paulo.

C/Blogs

13/10/09

Conferência do PCdoB de SP denuncia privatização tucana

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) de São Paulo realizou no sábado e no domingo (10 e 11) a Conferência Estadual, em preparação para o 12º Congresso Nacional do partido, que acontecerá de 5 a 8 de novembro, no Anhembi, São Paulo. A Conferência reuniu cerca de 600 delegados.

Para o presidente nacional do partido, Renato Rabelo, a Conferência é um marco. “O PCdoB em São Paulo avança com muita rapidez. O partido teve derrotas importantes mas se recuperou rápido”, analisou. “Estamos ao lado e contribuindo para as mudanças promovidas pelo governo Lula e apoiaremos a candidatura presidencial que fortaleça essas mudanças”, afirmou.

Em sua resolução política, o partido faz uma conclamação para “derrotar Serra em São Paulo e no Brasil” e denuncia a política aplicada pelos tucanos no Estado. “O atual governo de Serra continuou e até desenvolveu o modelo neoliberal de gestão, que já se mostrou fracassado no Brasil e no mundo”, diz trecho da resolução. “Mantém constantes ações que avançam na privatização da Sabesp, Metrô e EMTU; escorcha os cidadãos paulistas com os mais altos pedágios do país, além do IPVA e licenciamento de veículos. Sua mais recente pérola neoliberal foi aprovar a lei que permite a entrega da gestão de hospitais públicos, instalações esportivas e culturais do porte da Pinacoteca do Estado, para as chamadas Organizações Sociais”.

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Aldo Rebelo, avaliou como boas as perspectivas do PCdoB em 2010. “As chances são grandes porque temos sido decisivos no apoio ao governo lula e na melhoria de vida do povo brasileiro. Essa atuação tem grandes chances de ser reconhecida nas urnas”, disse Aldo.

O Ministro dos Esportes, Orlando Silva Júnior, destacou o crescimento do partido. “Trouxemos para o partido nomes representativos nas áreas das artes, da ciência, personalidades comprometidas com as transformações sociais que o Brasil precisa”, dimensionou Orlando.

O delegado Protógenes Queiroz, recém-filiado ao partido, declarou que “o PCdoB está comprometido com o Brasil e com as transformações necessárias”. Também nova filiada, Diolinda Alves, liderança nacional do Movimento dos Sem-Terra (MST), disse que o partido “sempre esteve ao lado da luta do MST se mostrando um partido muito honroso em seu compromisso com os movimentos sociais”. Estiveram presentes ainda na Conferência representantes da União Brasileira de Mulheres, Unegro, Facesp, CTB e entidades do movimento estudantil.

A abertura da Conferência prestou uma homenagem à secretária de formação do diretório estadual do PCdoB, Lílian Martins, que faleceu na manhã de sábado.

O PCdoB também realizou no mesmo final de semana conferências preparatórias na Bahia, que teve na abertura a presença da ministra Dilma Rousseff, e em Sergipe.

C/A

06/10/09

Paralisar e enfraquecer é o roteiro - A novela do TCU

Todos sabemos a que fim se prestam as paralisações das 41 obras do governo federal - 13 do PAC - determinadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU): estancar o avanço do país e enfraquecer a administração Lula e a sua candidata Dilma Rousseff à presidência nas eleições de 2010.

As intenções são óbvias e claras, pura e simples decisão política, por mais que diga o contrário o presidente tucano da entidade, ministro Ubiratã Aguiar. Quer um exemplo? Depois de também ter apresentado irregularidades, segue normal, num acordo de última hora, a execução do Rodoanel, obra tocada pelo governo tucano de São Paulo, com grande parte do dinheiro do governo federal. Uma verdadeira palhaçada!

Daí, merece todo apoio da sociedade, o Projeto de Lei 5414/09, de autoria da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), já em tramitação na Câmara e que define o prazo máximo de 90 dias para o TCU julgar as obras paralisadas e possibilitar que eles tenham continuidade.

Prejuízos e custos adicionais

"No caso da paralisação de obras - explica a deputada capixaba - o fato de não haver prazo legal para que o TCU conclua o processo e permita o reinício dos serviços resulta em perdas para a administração pública e para a sociedade". E mais: "A suspensão impõe custos adicionais e retarda os benefícios que a obra propiciaria".

A aprovação desse projeto e seu cumprimento pelo TCU é o mínimo de respeito que exige a sociedade brasileira, os cidadãos que perderam seus postos de trabalho pela paralisação das obras, os que pagam impostos, enfim, todos nós.

Só assim teremos mais obras de infraestrutura, indispensáves não só para o desenvolvimento do país a médio e longo prazos mas com, também, para o fortalecimento da nossa economia. É isso que a oposição prejudica ao conseguir, via TCU, paralisar obras tão vitais para o crescimento nacional. Vejam vocês a irresponsabilidade e o jogo sujo da oposição nesse caso.

Por ZD

30/09/09

Impunidade Tucana - Rolo compressor de Yeda impede investigação

O rolo compressor formado pela maioria montada por Yeda Crusius (PSDB) na Assembléia Legislativa gaúcha (AL-RS) tem funcionado ininterrutamente e é inaceitável o jogo de pressões por ele desencadeado, impedindo a participação da oposição no comando da comissão especial que examina a admissibilidade do impeachment da governadora tucana.

Tampouco permite uma investigação complementar proposta pela oposição na AL-RS para apurar a participação da governadora tucana no esquema que desviou mais de R$ 40 milhões do DETRAN-RS.

A oposição programou a realização de cinco audiências públicas para analisar as provas que fundamentam o impeachment e ouvir testemunhas - representantes do Fórum dos Servidores, que apresentou o pedido, e os procuradores do MPF-RS que ingressaram com a ação de improbidade administrativa pelo rombo no DETRAN e manipulação em concorrências e licitações públicas.

Ré por duas acusações, numa vasta lista de irregularidades

A pedido do presidente da Assembléia, deputado Ivar Pavan (PT), a juíza federal de Santa Maria (RS), Simone Barbisan Fortes, já franqueou o acesso aos documentos sigilosos da ação de improbidade instaurada contra Yeda, seu ex-marido Carlos Crusius e outros sete agentes públicos mas mesmo a investigação complementar é difícultada pelo amplo respaldo dado à governadora.

Ré com o ex-marido e companheiros de governo na ação por improbidade movida pelo Ministério Público Fedral gaúcho, Yeda é blindada contra qualquer investigação, num esquema de proteção formado por todo o alto comando e lideranças nacionais do PSDB e por partidos aliados, entre os quais o PMDB, presidido no Rio Grande do Sul pelo senador Pedro Simon.

A blindagem é fortalecida pelo silêncio cúmplice da mídia nacional que raramente noticia e comenta a extensa lista de acusações à governadora e nem denúncia o rolo compressor que tolhe a ação da oposição.

Yeda é acusada de ter: formado Caixa 2 na campanha em que se elegeu em 2006; comprado a mansão em que mora, de valor superior à seu patrimônio e por preço subfaturado, com sobras desse dinheiro; comprado apoios na Assembléia Legislativa; barganhado cargos em estatais; participado ou sido beneficiária desse esquema de fraude que provocou rombo de R$ 44 milhões no DETRAN-RS; e fraudado licitações e concorrências públicas.

Por ZD

21/09/09

Globalização tem um lado virtuoso e outro tenebroso, diz ministro da Justiça

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje (21), em Manaus, que a globalização pode favorecer a prática de crimes internacionais e que, por isso, é um fenômeno que apresenta um lado virtuoso e outro tenebroso.

Para o ministro, através dos meios tecnológicos mais desenvolvidos, a globalização facilita as comunicações e as agressões do crime organizado no mundo inteiro.

“O lado virtuoso da globalização é que ela estabelece relações de intercâmbio científico, de colaboração e de elevação das relações culturais entre os países. O lado tenebroso é que ela cria e aprofunda o crime transnacional”, destacou.

Genro esteve na capital amazonense para a abertura da 21ª Reunião do Grupo de Trabalho da Interpol para Crimes Contra a Vida
Selvagem, que será será realizada até sexta-feira (25). Esta é a primeira vez que o evento anual é realizado na América do Sul e, segundo
os organizadores, o Brasil foi escolhido desta vez por ocupar um papel de destaque mundial na área do meio ambiente.

Na opinião do ministro da Justiça, a escolha por Manaus foi estratégica e representa um reconhecimento simbólico da importância
que tem a Amazônia para o futuro de uma sociedade com sustentabilidade, equilíbrio e harmonia.

“O combate ao crime organizado e aos crimes contra a vida selvagem só podem ser feitos de forma harmoniosa entre os países colaboradores.
Nesse sentido, o futuro da humanidade não pode ser pensado sem a Amazônia”, acrescentou.

O encontro da Interpol reúne aproximadamente 90 policiais e especialistas de 35 países para discutir técnicas de repressão aos crimes ambientais, principalmente o tráfico de animais.

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, ressaltou que o evento tem o papel de promover a conscientização das nações sobre a valorização ambiental. A programação inclui a apresentação de casos investigados em diversos países, resultados de trabalhos periciais. Também serão discutidas formas de reforçar a legislação e a punição para os crimes contra o meio ambiente.

“Queremos superar as distâncias e as diferenças legislativas para atacar mais fortemente os crimes ambientais”, resumiu Corrêa.

Por Amanda Mota

14/09/09

Theófilo Silva - Berlusconi e a Itália

Shakespeare amava a Itália, mas nem por isso deixou de mostrar, com sua perspicácia, as idiossincrasias dos “romanos”! Do conflito das famílias Montechio e Capuleto, em Romeu e Julieta; da vileza de Iago, em O Mercador de Veneza; do intrigante Iachimo em Cimbelino; de Alonso, o covarde Rei de Nápoles, em A Tempestade, Shakespeare apontou os muitos vícios da sociedade italiana.

Aqueles que estão chocados com o comportamento de Sílvio Berlusconi, Primeiro-Ministro da Itália, não conhecem a história nem o povo desse belíssimo país! Diferente do resto mundo, a principal instituição da Itália é a família, e em seguida a empresa familiar. O Estado vem depois. O empreendedor bem sucedido na Itália é o modelo favorito de todos e uma espécie de príncipe do passado.

Suas sociedades secretas têm como base a Igreja Católica e a família. A mais famosa dessas sociedades “A Cosa Nostra”, a Máfia, tem fortes conexões no Estado e até hoje ninguém conseguiu desmontar essa organização criminosa, mítica e romantizada.
A Itália é ainda um país dividido entre o norte rico e um sul que ainda tem muito que fazer para se igualar ao resto da nação. O processo de unificação de suas cidades – outrora poderosas unidades – como Milão, Veneza, Florença e a própria Roma, realizada no século XIX, não se completou no coração de todos. Muitas das cidades do sul vivem como se o poder público não existisse. Na Sicília e na Calábria as pessoas se recusam a pagar impostos, luz, água etc.

Desde a Roma antiga as famílias já se orgulhavam de seus antepassados. O maior orgulho de Júlio César era sua origem famíliar. Com a queda do Império Romano no século V, todo esse orgulho é destruído, e Roma conhece a barbárie. Só a partir do século XIII é que a Itália prospera e suas cidades se tornaram as mais importantes de toda a Europa.

É nesse período que temos notícias das poderosas famílias controladoras dessas pequenas nações: os Sforza, Médici, Este, Gonzaga, Bórgias e os Viscontis. Os Viscontis, nos séculos XIV e XV eram a família mais rica da Europa, rivalizando com a riqueza dos reis da França. Era uma família famosa por seu poder, luxo, crueldade e perversão sexual. Suas orgias sexuais ultrapassavam o imaginável. Matavam-se uns aos outros e a traição entre eles era algo banal. Dois de seus representantes, Barnabo e Gian Galezazo Visconti passaram pra história: o sobrinho matou o tio e ficou com o trono.

Berlusconi é um Visconti vivendo na época da Internet. Nem as leis nem a Imprensa domarão Berlusconi. Do alto dos seus muitos bilhões de euros e da condição de Chefe de Estado, ele não conhece poder acima dele. Ele é um príncipe do Renascimento com conexões familiares. O partido político pelo qual se elegeu foi criado e é patrocinado por ele. É Primeiro-Ministro pela terceira vez. Quando sair do Governo, do alto de seu poder econômico, continuará fazendo o que quiser. Na Alemanha ou na Inglaterra isso seria impossível, na Itália não. Os italianos são diferentes nesse particular. De 1945 até hoje a Itália teve 61 gabinetes. Na década de 80, a Itália ficou três meses sem nenhum governo.

Berlusconi já fez o que quis, com 74 anos é um cidadão acima de tudo e de todos. Os italianos admiram disso. O mundo não gosta de seu comportamento, mas é assim que a Itália é. Dante Alighieri levou todos iguais a ele para o Inferno. E nós, para onde mandaremos Berlusconi?

Theófilo é Presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.

05/09/09

Erros da História - Como a ditadura da Polônia atirou seu país nas garras de Adolf Hitler

Somente um descendente daquele regime feudal e obscurantista, como Kaczynski, seria capaz de tentar inverter os fatos para fugir de prestar contas pelo abismo em que a Polônia, outra vez, nesta crise, se debate

Os documentos agora liberados pela Rússia sobre a atividade anti-soviética e pró-fascista do governo polonês de antes da II Guerra detalham alguns aspectos, mas os fatos a que se referem já eram sobejamente conhecidos na época – e depois dela. É uma verdade que já devia ter passado aos livros de história geral – e se não passaram é apenas porque os anos de neoliberalismo foram também (e, talvez, sobretudo) um atoleiro de mentiras – que o governo polonês de Pilsudski e Beck açulou minorias étnicas dentro da URSS, manteve um aparato de sabotagem e assassinato contra o governo soviético e fez frente com os nazistas para quebrar os russos, ucranianos, bálticos, bielorrussos e outros povos que então construíam o socialismo. É verdade, também, como disse o general Lev Sotskov, da Inteligência russa, que, com essa política, provocaram uma catástrofe para a Polônia e o povo polonês.

Somente um oportunista (ou um completo ignorante) como o atual presidente polonês, Lech Kaczynski, pode ter a pretensão de deformar e inverter fatos que já eram mais do que conhecidos. No entanto, os fatos são os fatos, e não há cretino no mundo que possa mudá-los, até porque já aconteceram.

A tentativa, certamente, é apresentar os soviéticos como tão agressores da Polônia quanto os nazistas – ou, aliás, mais do que os nazistas, que massacraram o país entre 1939 e 1944, assassinando seis milhões de poloneses, metade deles em Auschwitz, Treblinka e outros campos de extermínio.

Somente um desclassificado como Kaczynski tentaria inverter a história desta forma. O objetivo é claro: absolver o governo polonês de antes da II Guerra - uma ditadura feudal, obscurantista, misto de carolice idiota e truculência senhorial - do seu acumpliciamento com Hitler, que acabou levando o país à pior tragédia de sua história, já por si bastante trágica.

Não é, evidentemente, gratuita (realmente, gratuita não é) essa tentativa. Kaczynski é um descendente dos PiBsudski, Beck e outras figuras lastimáveis que jogaram a Polônia no abismo. Mas suas razões não são meramente históricas: na crise atual, a Polônia está outra vez no pântano, pagando o preço da brutal, selvagem e irracional restauração do capitalismo no país. Naquela época se destamparam todos os esgotos da Polônia, de onde surgiram os Walesa, os Kaczynski e outros demagogos sem escrúpulos. Agora, que o desastre está à vista, que os poloneses sofrem a cada dia as consequências, querem fugir de prestar contas, atirando a culpa nos soviéticos. Pois não vão conseguir.

Recapitulando rapidamente os fatos:

1) Em 1919, o ditador polonês PiBsudski somou-se à intervenção estrangeira na Rússia e, aproveitando-se da retirada alemã após o fim da I Guerra Mundial, invadiu a Ucrânia Ocidental, quando os povos que formariam depois a URSS estavam combatendo os bandos “brancos” no interior do país.

2) Em abril de 1920, Pilsudski invadiu a Ucrânia Oriental – mas foi repelido pelo Exército Vermelho, que, apesar disso, debilitado pelos anos de guerra, não conseguiu derrotá-lo definitivamente. O conflito com a Polônia terminou em outubro do mesmo ano, com um cessar-fogo, e, no ano seguinte, os bolcheviques, ocupados ainda com a guerra civil, optaram por obter a paz naquele front, à custa de ceder a Ucrânia Ocidental aos poloneses.

3) No entre-guerras, a atitude do governo polonês, sobretudo depois do golpe de Estado de Pilsudski que eliminou a oposição (1926), foi de provocação em relação à URSS. As redes de espionagem e sabotagem armadas pelo governo polonês dentro da URSS estiveram ativas até que, já na década de 30, foram desmanteladas. O governo polonês, com a intenção explícita de desmembrar a URSS, bancou os atentados dos fascistas ucranianos dentro do território soviético, os mesmos que depois se tornariam serviçais histéricos e sanguinários dos nazistas durante a ocupação tanto da Polônia como da Ucrânia, Bielorrússia e países bálticos pelos alemães.

4) Em 1934, a ditadura de Pilsudski assinou com Hitler um Pacto de Não-Agressão. Este pacto significou o rompimento do tratado de aliança com a França. O governo polonês, assim, declarava oficialmente que seu aliado principal era a Alemanha nazista, assumindo essa vesga prioridade até em relação aos países ocidentais.

5) Quando Hitler ameaçou a Tchecoslováquia, na segunda metade dos anos 30, os sucessores de Pilsudski no governo polonês recusaram permissão para a passagem de tropas soviéticas, que, de acordo com o tratado de assistência com aquele país - e a pedido do presidente Edvard Benes - estavam mobilizadas para defender os tchecos.

6) Logo após a entrega, pela Inglaterra e França, da região tcheca dos Sudetos aos nazistas, o governo polonês entrou em acordo com Hitler para o esquartejamento do resto da Tchecoslováquia. Não apenas entrou em acordo como ocupou, quando Hitler liquidou o país, a parte que lhe coube da Tchecoslováquia em troca de apoiar o avanço nazista – sob os protestos, inclusive, de Churchill, que considerou o acordo polonês com os nazistas uma indignidade. No que, aliás, tinha inteira razão.

7) Poucos meses depois, quando Hitler concentrou suas tropas na fronteira com a Polônia, o governo polonês recusou a ajuda soviética. Józef Beck, o principal governante polonês, deixou absolutamente claro que preferia considerar como inimigo os soviéticos e não os nazistas. E lançou o seu país e o seu povo nas garras de Hitler.

8) Os soviéticos assinaram o Pacto de Não Agressão com a Alemanha quando as tropas de Hitler já estavam em posição de partida para invadir a Polônia, o que fizeram alguns dias depois, e a URSS havia sido deixada sozinha pela Inglaterra e França. O Pacto não exerceu influência alguma na decisão nazista de atacar a Polônia. Até os planos operacionais já haviam sido distribuídos entre as unidades da Wehrmacht. O Pacto serviu para que a URSS ganhasse um tempo na preparação para a guerra, que a liderança soviética considerava, com razão, inevitável, e para deslocar em direção ao ocidente as fronteiras do país, dificultando a penetração alemã.

9) Após a invasão da Polônia pelos nazistas, os soviéticos recuperaram a Ucrânia Ocidental, território que não era polonês – apenas (item 1), havia sido ocupado pelos poloneses logo depois da I Guerra, quando interviram, com mais 13 países, na Guerra Civil na Rússia, com o objetivo de derrubar o governo dos bolcheviques. O território permaneceu soviético após a II Guerra, sem nenhuma reivindicação polonesa sobre ele. Mas é provável que Kaczynski preferisse que, em 1939, os nazistas ocupassem a Ucrânia Ocidental, como fizeram com a Polônia, em vez dos soviéticos. No entanto, a oportunidade já passou – há exatos 70 anos.

10) A Polônia foi libertada da ocupação nazista pelo Exército Vermelho, apesar dos ascendentes do atual governo polonês terem desfechado uma aventura – o chamado levante de Varsóvia – que custou muito sangue, inutilmente, ao povo polonês. Dezenas de milhares de soldados soviéticos deram a vida para libertar a Polônia – e este é um fato imperecível e inapagável.

11) Deve-se à URSS a restauração da Polônia enquanto país, decidida em 1945, na Conferência de Yalta, por Stalin, Roosevelt e Churchill. A proposta foi apresentada nessa Conferência pelo ministro das Relações Exteriores da URSS, Vyacheslav Molotov, assim como a definição das atuais fronteiras polonesas – somente os territórios que não eram histórica nem etnicamente poloneses, que tinham sido ocupados pela ditadura de Pilsudski, foram excluídos desses limites geopolíticos. A cidade de Gdansk (que os alemães, considerando-a sua, chamavam de Dantzig) tornou-se polonesa devido a essa proposta soviética. Mesmo depois da I Guerra, quando foi colocada sob administração da Polônia (o então famoso “corredor polonês”, que separava a Alemanha da Prússia Oriental), ela não era ainda uma cidade polonesa, mas uma “cidade livre”. Pela proposta de Molotov aprovada em Yalta, a própria Prússia Oriental deixou de existir e passou a território polonês, assim como quase toda a Silésia, onde ficam as cidades de Wroclaw e Katowice.

Estes são os fatos.

Por CARLOS LOPES

31/08/09

Escândalo na Receita - Dispensas na Receita dobraram com Lina

Ex-secretária concedeu 30 mil liberações remuneradas. Atual secretário do órgão suspendeu as dispensas durante 30 dias.

Ex-secretária da Receita Lina Vieira Em 10 dos 11 meses em que ocupou o cargo de secretária da Receita Federal, Lina Maria Vieira autorizou 30 mil dispensas remuneradas de servidores do fisco. Isso significa que, a cada dia útil deste período, foram 143 liberações de funcionários para participar de eventos sindicais, palestras e atividades fora das repartições, mostra reportagem publicada nesta segunda-feira (31) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Segundo a reportagem, as liberações autorizadas por Lina entre agosto de 2008 e maio de 2009 foram o dobro das aprovadas pelo ex-secretário Jorge Rachid de agosto de 2007 a maio de 2008. Apenas o secretário da Receita está autorizado a liberar o funcionário sem o desconto do ponto.

O subsecretário de Gestão Corporativa da Receita, Leonardo Schettino, disse que a situação de dispensas remuneradas é "passível de questionamento" e admite a possibilidade de o fisco exigir dos servidores a compensação dos dias não trabalhados. Segundo ele, os 30 mil dias de dispensa assinados por Lina Vieira se referem, em parte, a "eventos que têm uma característica de interesse público". Ele não soube dizer quantos seriam ou quais foram os eventos.

A Receita informou que o atual secretário, Otacílio Cartaxo, não tinha conhecimento das liberações autorizadas por Lina e não autorizou nenhuma desde que assumiu, em julho. Procurada pelo jornal, a ex-secretária não respondeu aos telefonemas e e-mails que tratavam da dispensa remunerada em sua gestão.

O novo subsecretário de Gestão Corporativa da Receita confirmou ao jornal o número de dispensas na administração de Lina, mas não disponibilizou os números de quando Rachid era secretário. O argumento foi que, com a troca de comando na subsecretaria de Gestão Corporativa nesta semana, ele não teve acesso aos dados mais antigos.

Os dias não trabalhados não foram descontados dos contracheques. A remuneração média na Receita Federal é uma das mais altas do governo. Um auditor fiscal recebe salário inicial de R$ 13,6 mil e os analistas, de R$ 8 mil. A Receita tem em seus quadros 12 mil auditores fiscais e seis mil analistas tributários, diz o jornal.

A liberação em massa de servidores provocou mal-estar na cúpula da Receita e chegou ao gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A maior preocupação é com os eventos relacionados ao sindicato. Para críticos do trabalho de Lina, a liberação de auditores é um dos motivos para a piora nos resultados da fiscalização, mostra a reportagem.

O número total de empresas e pessoas físicas fiscalizadas e autuadas neste ano ainda não foi divulgado. A falta de informações sobre a fiscalização continua na atual gestão, de Otacílio Cartaxo. Na quinta-feira (27), a Receita informou que houve uma queda nas multas aplicadas sobre os grandes contribuintes de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, diz jornal.

C/A

24/08/09

É GOLPE MESMO - LINA VIEIRA TEVE DOIS ENCONTROS COM AGRIPINO MAIA

A ex-secretária da Receita, Lina Vieira, consultou duas vezes o senador José Agripino Maia uma semana antes dela depor na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A primeira conversa foi por telefone. A segunda no apartamento do próprio senador em Natal.

Como Lina viaja muito, durante os três últimos meses de 2008, em apenas sete dias coincidiu de ambas, Dilma e Lina, estarem em Brasilia. Nesses sete dias, pelo visto, não houve uma brecha para encaixar o factóide.

Estive consultando a agenda de viagens da Sra. Lina.

Acredito que a Sra. Lina e seus apoiadores estão encontrando dificuldades para arrumar uma data para o suposto encontro com a Ministra Dilma porque:

1 – No mês de dezembro/2008 (17 dias úteis), considerando os feriados e as viagens, a Sra. Lina ficou 8 dias úteis no DF:

Datas e duração das viagens:

19/12/2008 a 22/12/2008 – RN – SSDS
11/12/2008 a 15/12/2008 – RN – QSSDS
03/12/2008 a 07/12/2008 – QQSSD

2 – No mês de novembro (20 dias úteis) a Sra. Lina ficou 12 dias úteis no DF:

Datas e duração das viagens:
26/11/2008 a 28/11/2008 – QQS
20/11/2008 a 22/11/2008 – RN – QSS
06/11/2008 a 09/11/2008 – QSSD

3 – No mês de outubro (23 dias úteis) a Sra. Lina ficou 7 dias úteis no DF:

Datas e duração das viagens:

29/10/2008 a 03/11/2008 – QQSSDS
23/10/2008 a 28/10/2008 – RN – QSSDST
16/10/2008 a 20/10/2008 – QSSD
09/10/2008 a 10/10/2008 – QS
08/10/2008 a 08/10/2008 – Q

Portanto, em três meses, de outubro a dezembro (60 dias úteis), a Sra. Lina ficou 27 dias úteis no DF. Ela passou 33 dias viajando;

Reparei que a maioria das viagens iniciou na quarta ou na quinta entrando pelo fim de semana. Acho que ela aproveitou para fazer turismo;

Das 11 viagens, 4 foram para o RN, onde mora o marido da Sra. Lina e mesmo assim foram pagas diárias;

Andei confrontando a agenda da Ministra Dilma (considerando o afastamento para tratamento, viagens, etc) com os dias que a Sra. Lina ficou em Brasília e a possibilidade para o suposto encontro ficou reduzida para menos de 7 dias;

Será que mesmo assim a Sra. Lina não se lembra da data?

RN = Viagens para o Rio Grande do Norte;
SSDS = dias da semana que a Sra. Lina estava em viagem.

http://www.receita.fazenda.gov.br/

Nosso infatigável Stanley Burburinho mostra porque falhou o golpe do factóide da reunião que não houve. Por mais que procurassem, os ilustres senadores não conseguiram encontrar um dia sequer em que houvesse brecha tanto na agenda de Dilma quanto de Lina, para embutir o tal encontro.

Acredita-se que aós estes encontros com Lina Agripino Maia tenha reunido-se com Serra.

Por Ailton Medeiros e Stanley Burburinho

18/08/09

Kassab faz parceria com Marinho para exibir Globo em ônibus de São Paulo

Na coluna de Daniel Castro ficamos sabendo que a Globo continua firme no monopolio da lavagem cerebral.E mais, Kassab e Serra estão fazendo parceria com a Globo...

Veja essa; A Globo lançou ontem um serviço de TV para ônibus em São Paulo. Inicialmente, serão 300 veículos transmitindo uma programação pré-gravada, mas atualizada todos os dias.

O "programa", de uma hora, será reprisado continuamente. Trará resumos dos capítulos do dia anterior das novelas -"Malhação", "Paraíso", "Caras & Bocas" e "Caminho das Índias"- e "informações de caráter de prestação de serviços".

Outros 30 ônibus transmitirão o sinal digital da Globo, ou seja, terão a programação da emissora em tempo real. Cada ônibus terá dois monitores de LCD de 24 polegadas. As linhas que terão o serviço não foram divulgadas pela emissora.

O lançamento da Globo leva para os ônibus a guerra da audiência. A rede acelerou a entrada em vigor do projeto, em desenvolvimento há alguns meses, ao saber que a Record planeja algo semelhante. A Record, que pretendia ser mais rápida, confirma o projeto, mas diz que ainda é "confidencial".

Ao levar sua programação para os ônibus, a Globo garante um público que perde horas todos os dias no trânsito. É uma forma de fidelizar a audiência e de atrair público que normalmente não vê TV. É também uma tentativa de conquistar telespectadores que migraram para as novelas da Record.

Os ônibus que carregarão a Globo são de viações que têm contrato com a empresa Bus Mídia. A Globo diz que não terá custos com a operação. A receita da Bus Mídia virá de publicidade, que terá de seguir o manual de práticas comerciais da Globo. A emissora também negocia com cooperativas de táxi.

Por: Helena™

13/08/09

ALSTOM É CAIXA DE CAMPANHA TUCANA - O CÓDIGO "NEVES"

Investigadores têm novas pistas sobre o elo entre políticos e a Alstom no pagamento de propinas. A investigação dos Ministérios Públicos federal e de São Paulo sobre o esquema de propinas do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça.

A empresa teria interesse na obtenção de contratos com o governo de São Paulo, comandado na época pelo governador Mário Covas, falecido em 2001. Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB. Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.

Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos. O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 80 e 2004. “Splendor” é uma das seis offshore (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça.

Segundo o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998, com o grupo Alstom. Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas. E quanto ao código “Neves”? Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB. O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina.”

Por Jussara seixas

04/08/09

Indignação Seletiva da mídia - No "vale tudo", continua proteção a demo-tucanos

Por mais escandaloso que pareça, a mídia - com O Globo à frente - continua a dar cobertura ao líder do PSDB, senador Artur Virgílio (AM). Na linha do vale tudo, o jornal da família Marinho publica uma matéria hoje que tem como título uma declaração do parlamentar amazonense - ”Isso é coisa de máfia, é a camorra” - mas, simplesmente omite as acusações que lhe são feitas.

Virgílio não é acusado só de ter nomeado um funcionário fantasma que estudava na Europa. Ele nomeou toda a família desse servidor, além de seu professor de jiu-jitsu; recebeu US$ 10 mil dólares de origem ilegal, até agora não comprovada, do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia; e gastou R$ 700 mil, dinheiro público, com o tratamento de um integrante de sua família.

Nessas irregularidades todas, Artur Virgílio é réu confesso e, além disso, já deu várias versões a esses fatos em seus discursos.

Escândalo mesmo é Virgílio não ser investigado

Mas, o que é um escândalo mesmo, coisa de máfia e de camorra, é ele não ter sido investigado pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) - com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) - e Conselho de Ética do Senado, ex-ofício, já que as denúncias são públicas e a notícia-crime saiu antes em todos os jornais.

Em seu afã de proteger os senadores demo-tucanos, nossos jornais e jornalistas não tem nenhum pudor. Inventam o que lhes interessa e dão credibilidade às versões de um senador como Artur Virgílio (que está com medo do Conselho de Ética, já que é réu confesso) sobre uma suposta proposta de acordo com PMDB.

Ao contrário do que deveriam fazer - registrar as denúncias contra Virgílio nas matérias que publicam sobre a crise do Senado - dão destaque à sua cínica e cândida resposta, de que está vendendo seu patrimônio para pagar os R$ 211 mil que seu servidor fantasma no exterior recebeu durante dois anos, o que em hipótese alguma o exime de responder pelo crime consciente e assumido que praticou.

A mídia faz de tudo para desviar a atenção do apoio sem precedentes que dá ao líder tucano, e o mais grave, da usurpação do direito de informação da sociedade que pratica ao não denunciar Virgílio e outros senadores da oposição, dentre os quais Efraim Moraes (DEM-PB), apontado como responsável por uma penca interminável de irregularidades cometidas quando na 1ª Secretaria do Senado.

C/A

29/07/09

Eleições 2010 - Campanha visa retirar apoio do PT a Sarney

Já dura cinco meses e continua a campanha da mídia contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Agora, com os vazamentos ilegais e criminosos de informações sigilosas de inquéritos que até já foram notícia na imprensa meses atrás.

Não há dúvidas, são notícias que voltam com o único e claro objetivo de pressionar a bancada do PT a retirar seu apoio não às ilegalidades ou ilícitos praticados pela Mesa do Senado, por seus diretores e senadores - seja pela presidência ou pela 1ª secretaria, seja pelo diretor geral ou por qualquer senador ou funcionário - mas à permanência de Sarney no comando da Casa. Não lhe concedem, sequer a presunção da inocência até o final de todas as investigações, inquéritos e processos.

Não se pode esconder o sentido de campanha da mídia que absolve os senadores Artur Virgílio (PSDB-AM) e Efraim Morais (DEM-PB) e condena Sarney. Com o agravante de que os dois, Artur e Efraim são réus confessos. Contra eles existem provas de atos pessoais ilícitos e ilegais. Sem falar nos outros 37 senadores, também beneficiados por atos secretos, e nos casos de uso indevido e ilegal de passagens aéreas e verbas indenizatórias.

Em alguns destes casos, usos indevidos e manifestadamente ilegais e insustentáveis já que se trata de senadores com capital e patrimônio elevadíssimos em suas atividades empresariais.

Por ZD

14/07/09

Dores Capitais - Cartel General

Nada como viver num lugar organizado. Em Brasília, antes de sair de casa, o motorista dono de um carro com tanque de 50 litros (vazio) já sabe que vai gastar R$ 133,50 para enchê-lo de gasolina. Quem propicia a conveniência são os postos de combustível. Pesquisar preços, por aqui, é um convite a dormir no volante: R$ 2,67, R$ 2,67, R$ 2,67, R$ 2,67…

Levantamento realizado pela Agência Nacional de Petróleo de 5 a 11 de julho, em 90 postos de Brasília, mostra uma diferença abissal entre os preços médio e máximo da gasolina: R$ 2,63 e, surpresa!, R$ 2,67. Em Belo Horizonte, os valores correspondentes ficaram em R$ 2,28 e R$ 2,56; em São Paulo, R$ 2,33 e R$ 2,69; em Porto Alegre, R$ 2,48 e R$ 2,59.

Vejamos, apenas por curiosidade, o art. 4º da Lei 8.137/90 e o art. 21 da Lei 8.884/94:

Art. 4° Constitui crime contra a ordem econômica:

(…)

II – formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando:

a) à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas;

Art. 21. As seguintes condutas, além de outras, na medida em que configurem hipótese prevista no art. 20 e seus incisos, caracterizam infração da ordem econômica;

I – fixar ou praticar, em acordo com concorrente, sob qualquer forma, preços e condições de venda de bens ou de prestação de serviços;

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sinpetro) costuma afirmar publicamente que tudo não passa de coincidência. Os motoristas de maior renda per capita do país preferem seguir emburrados e calados.

O suposto problema é que a suposta responsabilidade por supostamente investigar suposto esquema de suposto acordo para supostamente fixar preços é do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com sede no longínquo Setor Comercial Norte, Quadra 2, Projeção C, na remota localidade de… Brasília.

Do Dores Capitais

11/07/09

O Influenciável - Virgílio diz que convívio com seus colegas o fez errar

O líder da bancada do PSDB, Arthur Virgílio (PSDB/AM), voltou à tribuna do Senado na segunda-feira (29) para tentar explicar por que acusa os outros de coisas que ele mesmo pratica. Ele admitiu seus “vícios”, mas ao contrário de explicar, o que o tucano fez foi gesticular em excesso, gritar e atacar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para sair do foco. E ainda entrou com uma representação contra o presidente do Senado no Conselho de Ética.

A nova denúncia contra o líder tucano foi feita pela revista IstoÉ em sua edição desta semana. Segundo a matéria, o ex-secretário particular de Virgílio, Carlos Alberto Nina Neto - filho de um assessor e amigo seu, Carlos Homero Vieira Nina - continuou recebendo salário da Casa mesmo quando foi morar no exterior. O líder tucano reconheceu o fato e disse que foi “contagiado” por “certos vícios”, que atribuiu ao convívio com seus pares. “Estava sendo vítima de certa vaidade que me fazia achar a mim próprio um homem público sem jaça”, disse.

Em seu discurso, Virgílio, supostamente sóbrio, atirou para todo o lado, externou várias visões, numa delas disse que estava sendo perseguido por todo mundo e que era vítima de um conluio articulado pelo líder do PMDB, Renan Calheiros e o senador José Sarney, com Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, contra sua pessoa.

Segundo ele, o ex-diretor-geral cometeu as supostas irregularidades em acordo “com gente de mandato, gente influente na República”. “Tem senador, sim, que o apadrinhou”, completou. E não perdoou nem seus colegas de partido, dizendo que gostaria que fosse realizado inventário em todos os gabinetes, para ver o que tem de funcionário em posição equivocada.

No seu pedido de abertura de processo contra Sarney no Conselho de Ética, Virgílio elencou uma série de acusações veiculadas pela mídia para desmoralizar o Senado, boa parte não muito diferentes daquelas em que ele é acusado.

“Quero investigação dura de todos os primeiros secretários que passaram por gestões com Agaciel Maia. Quero investigação dura de todos os atos e correlações dos presidentes da Casa que passaram pela mesma gestão de 14 anos”, falou. Só resta saber se quando surgirem algumas possíveis mazelas suas o tucano vai continuar com a tática de gritar e jogar sobre os outros os seus “vícios”.

Virgílio também foi acusado de ter contratado um professor de jiu-jítsu pelo seu gabinete, de ter feito uma viagem a Paris com a família, em 2005, quando recebeu o socorro de R$ 10 mil na sua conta do ex-diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, pois estava com o cartão de crédito bloqueado. Além disso, até o tratamento de saúde da sua mãe foi alvo de denúncia, segundo a qual o Senado teria pago R$ 723 mil pela tratamento, quando o Regimento limita o gasto anual a R$ 30 mil.

Por HP

04/07/09

A "DEMOCRACIA" TUCANA

Nessa vou ser curto e direto: numa eloquente demonstração do que é a democracia tucana, sua executiva nacional auto-prorrogou seu mandato e deu poderes a si mesma para intervir nos diretórios regionais e destituir direções locais (estaduais e municipais).

O objetivo? Tudo para garantir o apoio ao governador-presidenciável tucano de São Paulo, José Serra. Seu colega, governador-presidenciável de Minas, Aécio Neves, também tucano, mas adversário de Serra no partido e aspirante à legenda para disputar o Palácio do Planalto em 2010, que se cuide!

E nós, vocês e eu, leitores, podemos tirar nossas conclusões: se fazem isso no partido, com seus próprios companheiros tucanos, podem fazer no país se uma vez, de novo, chegarem ao poder.

Por ZD

25/06/09

Escândalo Alstom: investigações só na Europa, em SP não

O Ministério Público da Suíça - eu disse, o da Suíça - bloqueou uma conta de Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), por suspeita de que ele tenha recebido propina da Alstom.

A multinacional é suspeita de ter pago milhões de dólares em propina a autoridades da administração paulista - desde o governo Mário Covas - e a integrantes do PSDB, em troca de milionários contratos com estatais de São Paulo, principalmente das áreas de energia e equipamentos ferroviários (metrô e CPTM).

A suspeita das autoridades internacionais é de que Marinho tenha ajudado a empresa a conseguir um contrato ilícito de R$ 110 milhões em 1998, depois que deixou o comando da Casa Civil do governo Mário Covas. Segundo os promotores suíços, recursos oriundos de pagamentos ilegais da Alstom caíram na conta suíça do hoje conselheiro do TCE-SP. As transferências de dinheiro, dizem as autoridades, coincidem com o contrato assinado pela multinacional com a Eletropaulo em 1998.

Tesoureiro da campanha que levou Covas ao governo do Estado em 1995, Robson Marinho foi seu chefe da Casa Civil até abril de 1997, quando foi indicado conselheiro do Tribunal de Contas pelo governador. Ele nega as acusações, e diz não ter contas na suíça.

Já o comportamento do governo tucano em São Paulo é, no mínimo, suspeito. Avolumam-se as sucessivas acusações de propina paga pela multinacional e de corrupção nas estatais paulistas que firmaram contratos (a maioria ilegais) com ela, mas o governador tucano José Serra - e seus antecessores, também do PSDB, como Geraldo Alckmin, por exemplo - nunca deixaram ser feita nenhuma investigação no âmbito do governo.

Enquanto a Alstom é investigada pela Justiça na França e na Suíça por contratos ilegais e pagamento de comissões em São Paulo, a administração do governador José Serra faz de tudo para colocar uma pedra em cima e não deixa de forma nenhuma ser instalada uma CPI na Assembléia Legislativa para investigar a questão - aliás, nos 15 anos de governo em São Paulo, os tucanos arquivaram e impediram a instalação de mais de 60 pedidos de CPI.

Por ZD

14/06/09

O GOLPE DA PEC 367/09 - SAIBA PORQUE ESTA PEC PODERÁ SER APROVADA

Alguns leitores podem se perguntar, senão para tentar obstar o vertiginoso e constante crescimento de Dilma Rousseff nas pesquisas da corrida presidêncial a 2010, então para que serviria a PEC do terceiro mandado?

A PEC 367/09, também chamada PEC do terceiro mandado não beneficiária só o títular do Planalto mas possibilitaria também a extensão do mandado de outros 12 governadores e 19 prefeitos de capitais em exercíco, além de aproximadamente 2,5 mil prefeitos reeleitos em 2008. O tucano Aécio Neves é um dos governadores que seriam beneficiados, Gilberto Kassab outro.

O PMDB autor da PEC seria o mais beneficiado com a aprovação desta pois poderá lançar 5 governadores e 3 prefeitos em 2010. Roberto Requião também poderá se reeleger ao mesmo cargo se a PEC for aprovada.

Do Tabuleiro Político

07/06/09

UM MUSEU DA CORRUPÇÃO SEM O PSDB E DEM?!

Um pasquim paulista, só poderia ser mesmo paulista, "criou" um site que denominou de Museu da Corrupção. Seria uma "boa inciativa" se o tal do museu divulgasse "tudo" e de "todos", mas como é mais uma "coisa paulista" a infestar a grande rede, fizeram o museu para mostrar apenas as denúncias contra o PT, mesmo aquelas que foram derrubadas pela Justiça. Assim sendo, vou deixar aqui registrado os fatos que o museu não divulgou, para o "bem da história" política deste país, afinal, os maiores escandalos foram cometidos nos oito anos do governo FHC, porém, a grande imprensa sempre foi conivente com eles.

OS 45 ESCÂNDALOS OMITIDOS PELO MUSEU DA CORRUPÇÃO:

1 - Conivência com a corrupção
O governo do PSDB foi conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.

2 - O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.

3 - A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.

4 - Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 - Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.

6 - A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.

7 - Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.

8 - TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.

9 - Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.

10 - O "caladão"
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.

11 - Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.

12 - O caso Marka/FonteCindam (hoje, apenas o Cacciola está preso)
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.

13 - Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

14 - Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.

15 - O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.

16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.

17 - Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.

18 - Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.

19 - Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.

20 - Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.

21 - Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.

22 - Acidentes na Petrobras (este aqui está na moda)
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.

23 - Apoio a Fujimori (o queridinho da grande imprensa carioca e paulista)
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.

24 - Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.

25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.

26 - Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.

27 - O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.

28 - Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.

29 - Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.

30 - Explosão da dívida pública (este é para relembrar a herança deixada)
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.

31 - Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.

32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.

33 - Crescimento pífio do PIB
Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.

34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.

35 - Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.

36 - Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.

37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.

38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.

39 - Subserviência internacional (tempo em que o Brasil foi colônia dos EUA)
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

40 – Renda em queda e desemprego em alta (esta é para ver como era bom)
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.

41 - Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.

42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.

43 – Correção da tabela do IR (a classe média, agradecida, sonha com a volta do PSDB)
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.

44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.

45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.

Fontes, escolha:

pode ser aqui: http://psdbnuncamais.blogspot.com/ - NUNCA MAIS MESMO!!!
ou aqui: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090128105731AAtkBxt
ou aqui: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2002/09/37379.shtml
ou aqui: http://www.consciencia.net/corrupcao/documentos/fhc-45escandalos.html

Do Vice-Versa

01/06/09

DA SÉRIE LIXO HUMANO - BLOGUEIRO CAI NA PRÓPRIA ARMADILHA

A ânsia de tentar atingir Lula foi tão grande, como um, insensível que esqueceu, ou fingiu que esqueceu, que Lula já estava viajando quando da notícia da desaparecimento do avião.

Tá comprovado, é verdade:

"Quem trama desventuras para outros estende armadilhas para si." Esopo

Abutres atacam de novo:

Mais uma tragédia, a queda de um avião da Air France, e quando todos deveriam estar consternados, a oposição jornalística repete o deplorável episódio dos acidentes da TAM e da GOL, e querem tirar proveito eleitoral, em completo desrespeito às vítimas.

São abutres que estão, cinicamente, buscando argumentos para explorar a tragédia e testar novas hipóteses sobre o "caos-aéreo", em completo desrespeito às vítimas e seus familiares, querendo, à força, envolver o nome do presidente Lula em um trágico acidente, que nada tem de político.

A Helena já adiantou o fato na nota abaixo. Nosso repúdio continua.

É deplorável a nota desse blogueiro:


Pegando o gancho no fato do presidente da frança, Sarkozy ter ido ao aeroporto, o blogueiro se empolgou ao enxergar ali uma oportunidade para atacar o presidente Lula.

Primeiro publicou uma mentira, uma barrigada, ao dizer que o presidente teria preferido viajar para a posse em El Salvador, em vez de prestar solidariedade às vítimas indo ao aeroporto. O desmentido, o próprio blogueiro foi obrigado a publicar, como "correção" no fim do texto (ver figura), pois estava em desacordo com a notícia do próprio portal Globo, onde hospeda aquele blog.

Outra barrigada foi quanto ao número de Brasileiros, que o barrigueiro diz ser 80, e a Air France já disse ser 56.

Persistindo no erro, e na exploração política indevida da tragédia, o blogueiro ainda insinua que "Nada impede que [Lula] volte a qualquer momento, caso queira".

Ora, o governo Lula já manifestou condolências, disponibilizou aviões da FAB e embarcações da Marinha para fazer busca ao avião desaparecido, desde que foi comunicado. É descabido comparar com Sarkozy.

A Air France é uma empresa francesa, a fabricante do avião Airbus é francesa, a maioria dos passageiros são franceses, e a Europa vive sob tensão de ataques terroristas (o que está sendo considerado pouco provável, mas ainda é cedo para descartar todas as hipóteses).

No Brasil, a tragédia é um acidente, não tem conotações políticas, e nem o mais reacionário neocom cogita um ataque terrorista perpetrado por brasileiros.

No momento as famílias dos passageiros brasileiros não querem saber de atos políticos, querem informações. Querem que a FAB faça o que está fazendo, buscas. Há quem ainda tenha esperança de encontrar sobreviventes, ou de algum familiar que iria viajar e não tenha embarcado, ou cancelado o vôo. Não faz o menor sentido cobrar do presidente do Brasil a presença no Aeroporto do Rio, de onde saiu o avião. Só pela cabeça de abutres, que só pensam em se dar bem eleitoreiramente, que se passa uma idéia dessas.

Por: Soldadonofront, Zé Augusto e blog 1_7_1

24/05/09

Seria Intimidação ?! - Pau mandado manda recado defendendo helicóptero incômodo


Pau mandado manda recado defendendo helicóptero incômodo; ignorância e "puxa-saquismo" ainda conquistam seres sem personalidade.

Algum "pau mandado" do governo do Estado deixou alguns recados na postagem que fiz sobre os "incômodos" helicópteros que rondam os sites de notícias da Capital através de uma publicidade do governo do Estado.

A ignorância de alguns capachos sem propósito faz com que alguns seres humanos falem coisas que não sabem. Não critiquei a criatividade dos idealizadores na arte de criação do objeto publicitário.

O que critiquei é que ele atrapalha a leitura, que supostamente é o objeto principal dos veículos (ou pelo menos em tese deveria ser). Além disso, quando a gente tentar colocar o mouse em cima para fechar, a porcaria do helicóptero foge do ponteiro. É só isso. Criativo mesmo seria se o helicóptero passasse uma vez e pronto! Eita povinho puxa-saco!

Sobre os questionamentos de que estou recalcado pela ausência de publicidade pública, não sei se o nobre leitor reparou. Mas, por enquanto, meu site dispõe apenas de anúncios de empresas privadas. Não uso o meu site para sobrevivência, a exemplo de muitos aí...

Por Alexandre Aprá

21/05/09

“Oposição ressuscita velhas tentativas de privatizar a Petrobrás”, afirmou Ideli

A nova líder do governo no Congresso Nacional, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), acusou a oposição tucana de querer “fragilizar a Petrobrás” para beneficiar grupos estrangeiros. “Essa CPI tem caráter político. A oposição está ressuscitando a privatização da Petrobrás. Ao fragilizar a Petrobrás, com os grandes potenciais do pré-sal, a oposição quer facilitar a vida dos conglomerados internacionais”, acrescentou Ideli.

“Para nós, essa CPI não tem o caráter de fiscalização. Está claro que ela tem caráter político partidário de antecipação do processo eleitoral, inclusive ressuscitando velhas tentativas de enfraquecer e privatizar a Petrobrás”, acrescentou a senadora, ressaltando que há tranquilidade do governo em relação à condução da Petrobrás. “A Petrobrás já sofre fiscalizações da Controladoria Geral da União (CGU), do Tribunal de Contas da União (TCU), do Ministério Público Federal e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informou. “Se houver qualquer tipo de irregularidade, os mecanismos já existentes estão aparelhados para detectar”, acrescentou.

A líder do governo disse ainda que o PT tem a preocupação de esclarecer os fatos, sem criminalizar, e que foi um erro, da parte da oposição, exigir a instalação da CPI antes de ouvir os esclarecimentos da Petrobrás. “O objetivo é claríssimo: é 2010”, denunciou.

Com Hora do Povo

16/05/09

CTIS SERIA NINHO DE TUCANOS - COMPROVADA CONEXÃO POLÍTICA E FAVORECIMENTO EM LICITAÇÕES

Polícia Federal, Secretaria de Direito Econômico, TCE e Procuradoria Estadual da Fazenda investigam contratos de empresa acusada de liderar cartel de informática.

Uma das metas mais ambiciosas do governo paulista, comandado pelo PSDB desde 1995, consiste em equipar com computadores os quase quatro mil colégios estaduais de São Paulo, que atendem cerca de cinco milhões de alunos. Trata-se de um megaprojeto, batizado de Computador na Escola, que poderá custar R$ 1,5 bilhão. Só os contratos para a locação de 100 mil microcomputadores têm um custo estimado em R$ 400 milhões e, segundo o que foi informado pelo governador José Serra, até o fi nal do ano os equipamentos deverão estar instalados em pelo menos três mil escolas que já têm salas de informática montadas. O problema é que, apesar da disponibilidade dos recursos e do empenho do governador, o projeto tucano corre o risco de travar, contaminado pelo vírus de licitações suspeitas investigadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e pela Polícia Federal (PF) na Operação Mainframe. A CTIS, empresa vitoriosa na disputa para o fornecimento dos computadores, é acusada pela Polícia Federal de liderar o maior cartel de in formática do País. "Todos os contratos da empresa serão analisados e vamos instaurar quantos inquéritos forem necessários", afi rmou por meio de sua assessoria o superintendente da Polícia Federal em Brasília, Disney Rosseti.

As investigações sobre a CTIS e outras quatro empresas de informática começaram a partir de denúncias feitas pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça. Em 16 de março, o juiz substituto Waldemar Cláudio de Carvalho, da 13ª Vara da Justiça Federal em Brasília, autorizou a Polícia Federal a apreender documentos e computadores na sede da CTIS. Pelo menos três atas reportando assembleias da empresa chamaram a atenção dos agentes da PF. Elas comprovam que lideranças do PSDB fi zeram ou fazem parte da direção da CTIS, empresa com sede em Brasília. A ata da assembleia realizada em 24 de janeiro do ano passado registra a nomeação de Luiz Fernando Gusmão Wellisch como "Diretor Executivo de Vendas Governo". Durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso na Presidência da República, Wellisch foi diretor de tecnologia do Banco do Brasil e trabalhou na Secretaria de Coordenação e Controle de Empresas Estatais, órgão vinculado ao Ministério do Planejamento, no período em que Serra comandava a pasta. Em 2002, foi um dos coordenadores da campanha de José Serra à Presidência.

Em 2006, assumiu a Secretaria de Fazenda do Município de São Paulo, onde permaneceu até ocupar a diretoria da CTIS. Na mesma ata também está registrada a efetivação de Martus Antônio Rodrigues Tavares como membro do conselho de administração da empresa. Na gestão de FHC, Tavares foi ministro do Planejamento. Em assembleia da CTIS realizada em 28 de novembro do ano passado, Tavares deixou formalmente o conselho de administração da empresa. Wellisch permanece no comando da CTIS. Em 5 de janeiro deste ano, foi nomeado "Diretor Executivo Comercial de IT Services".

Na quinta-feira 14, a assessoria de comunicação da CTIS informou à ISTOÉ que Wellisch "está em trânsito" e que não poderia ser localizado. Sobre sua participação na empresa, a nota esclarece que em setembro de 2007 a CTIS estava em processo de abertura de capital, por meio de oferta de ações na Bovespa, e para isso precisava de um diretor financeiro (Chief Finance Officer) de credibilidade e experiência internacional. "Por essa razão, Wellisch foi convidado para ser o CFO da CTIS na época", diz a nota. A seguir, a empresa afirma que "o mundo começou a sofrer a crise das 'subprime', que paralisou o mercado de capitais e inviabilizou novos processos de IPOs. Em função disso, a CTIS postergou seu projeto e decidiu deslocar Wellisch para o cargo de Diretor Executivo Comercial". A em presa nega que haja irregularidades em seus contratos com o governo paulista ou em qualquer outro.

Mariana Tavares de Araújo, secretária de Direito Econômico, diz que as informações disponíveis levam a crer na existência do cartel das empresas de informática. "Há fortes indícios", diz ela. "Precisamos investigar com lupa os contratos da CTIS", disse à ISTOÉ na última semana um técnico do SDE. "Vamos esperar a chegada de todos os documentos apreendidos para determinar os novos passos da investigação", afi rmou a diretora do Departamento de Proteção e Defesa Econômica da SDE, Ana Paula Martinez.

Em São Paulo, antes mesmo de desencadeada a Operação Mainframe, o TCE vinha colocando sob suspeita uma série de contratos da CTIS com o governo estadual e também com a prefeitura da capital. No dia 18 de junho de 2008, por exemplo, o TCE publicou resumo de um processo contra a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), da Secretaria Estadual de Educação, e a CTIS, apontando indícios de irregularidades na contratação da empresa. Em 22 de janeiro deste ano, novamente foi publicado no Diário Ofi cial outro processo contra a FDE e a CTIS, levantando irregularidades em serviços de impressão.

Segundo o tribunal, em ambos os casos a FDE, para fechar os contratos com a empresa CTIS, pegou "carona" em uma ata de registro de preços da Companhia de Processamento de Dados do Município, a Prodam, e não realizou licitação. Há suspeitas de superfaturamento. A Prodam havia fechado contrato com a CTIS em janeiro de 2006, no valor de R$ 54,4 milhões. No dia 28 de abril, o TCE recebeu outra denúncia, dessa vez sobre os contratos entre a CTIS e a FDE, exatamente dentro do programa Computador na Escola. O processo foi remetido à Procuradoria da Fazenda do Estado para apreciação, segundo o gabinete do relator do processo, conselheiro Fúlvio Julião Biazzi.

Além de analisar a legalidade dos contratos, o TCE e os técnicos da SDE querem investigar os pagamentos feitos pelo governo paulista à CTIS. Segundo um dos responsáveis pelas investigações ouvido por ISTOÉ, os documentos levantados pela Polícia Federal indicam a possibilidade de haver favorecimento indevido à empresa nas liberações de recursos. Uma pesquisa no Diário Ofi cial do Estado de São Paulo mostra diversas "execuções de contratos" que serão analisadas pelo TCE e pela SDE. No dia 28 de março, por exemplo, o Executivo paulista divulgou quatro dessas liberações de recursos. Para alocar 7.088 equipamentos pedagógicos de informática por um prazo de 30 dias, foi feito desembolso de R$ 24,8 milhões. Em outra execução, o governo alugou 6.563 equipamentos pedagógicos de informática por R$ 23 milhões. Antes, em fevereiro, o governo paulista já tinha publicado duas execuções milionárias, sem especifi car o número de computadores alugados. Uma de R$ 14,2 milhões e outra de R$ 43,7 milhões, resultado dos acordos fi rmados em outubro do ano passado.

Apesar das investidas do TCE e da investigação federal, a CTIS continua recebendo dinheiro do governo de São Paulo. Na terça-feira 5 de maio, a FDE publicou nove ordens de serviço, liberando R$ 110 milhões para a empresa de Brasília. "Sobre os contratos com a FDE, quem deve se manifestar é a FDE", afi rma a assessoria de comunicação da CTIS. Responsável pela área de informática na FDE,  iago Poço foi procurado pela reportagem de ISTOÉ, mas até o fechamento desta edição não havia respondido.

Por Mino Pedrosa e Hugo Marques

11/05/09

Oposição Irresponsável - Mais uma manobra contra a Petrobras

É o fim da picada! Depois de usar dinheiro público do Senado para pagar jatinhos fretados em suas viagens - e não usar o seu avião particular - pelos céus do país, o senador tucano Tasso Jereissati (CE) atira pedras, agora, na Petrobras. Todos sabemos, e nos lembramos, que a cisma e a implicância do senador contra a estatal não são de agora...

Recentemente, da forma mais leviana possível, o tucano lançou um boato de que a estatal estava falida, não tinha condições de obter recursos externos e por isso recorria a recursos do governo federal. Uma irresponsabilidade em se tratando de uma empresa que atua num mercado sensível ao pânico como o do petróleo, ainda mais em tempos de crise como essa que se alastrou mundialmente.

Agora, o senador endossa uma série de matérias de O Globo contra a estatal, e engrossa o coro em prol de sua desestabilização. Ontem e hoje, o jornal afirmou que a Petrobras teria agido ilegalmente deixando de recolher R$ 4,38 bilhões em tributos aos cofres públicos.

Analistas dizem ser normais operações da Petrobras

Tasso reforçou a história de que a operação é ilegal, reiterou a disposição de investigar a estatal e anunciou que quer convocar o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, para depor à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

O curioso é que analistas ouvidos pelo próprio jornal esclarecem que a operação da Petrobras é comum na gestão de qualquer empresa. Mas na tentativa de jogar a opinião pública contra a estatal, o jornal publica - sem ao menos investigar com maior profundidade a denúncia - reportagens que dão munição ao propósito do senador de desestabilizar a companhia.

Já da parte de Tasso Jereissati, compreende-se: ele tem todo o interesse em desviar as atenções sobre o uso do dinheiro público do Senado para fretar jatinhos particulares para suas viagens, e das suspeitas de que até teria usado parte desse dinheiro para abastecer seu próprio avião.

Lamentável.

Por ZD

05/05/09

Tirada a CPMF e o protecionismo continua na Educação - Famigerada Elite

Se a escola Pública está sucateada, isso se deve aos péssimos políticos que freqüentam os tenebrosos corredores do Congresso Nacional.

Essa corja para faturar um por fora, ajuda a desvalorizar a laboriosa classe dos professores brasileiros, bem como, desmotivam o jovem a gostar da escola.

Tudo isso em favor dos patrões do ensino privado, os quais cobram caríssimo uma vaga nas suas instituições, beneficiando aquele que os pais têm boa condição financeira.

Por essa razão, o famigerado ENEM verificou que a escola particular o ensino é mais valorizado.

Quem não tem dinheiro neste país, será mão de obra barata para uma elite desumana e exploradora como aqui existe.

Por Marco Antonio Leite

27/04/09

VIOLÊNCIA SEM RESPOSTA: QUEM MATOU O ADVOGADO GEGÊ?

ÚLTIMA IMAGEM - Gegê, esposa e filhos em comemoração de famíliaMais de um mês já se passou. Ainda tento engolir as lágrimas.
Quem matou Gegê? Por quê?

Não consigo conviver com o clichê: Alguém na hora errada, no lugar errado, com a pessoa errada.

São muitas as dores em busca do entendimento da violência sem explicação.
Enquanto isto, discussões inúteis acontecem nas instâncias maiores do poder judiciário sob a luz dos holofotes.

Sinto-me impotente. Bem sei que somos grãos de areia em busca de respostas, mas quando ouço a voz do inocente que balbucia: “Papai tá dormindo com Deus”, não consigo ficar indiferente.

Quem sabe um dia, no paradoxo deste mundo alucinado, consigam solução de fatos que destroem famílias inteiras.

Eu sei que a crença no Senhor apazigua o sofrimento de quem perde seus entes queridos, mas quero crer que os homens de bem não se esquecem de que aqui também se faz justiça.

Que o tempo não escureça o caminho dos responsáveis pela lei que ainda acreditam na luz da verdade.

MÁRCIA CÉSAR (CUNHADA DE GEGÊ) - BELO HORIZONTE

Do A Província

21/04/09

Luiz Nassif - O para-jornalismo e a ANP

Como sabem os nossos leitores, não somos admiradores da atuação da Agência Nacional do Petróleo. Mas o charivari em torno do diretor Victor Martins, não por coincidência irmão de Franklin Martins, ministro da Comunicação Social, tem todas as características de chicana fabricada pela grife Daniel Dantas na imprensa, com a adesão de outros picaretas com interesses tão ou mais espúrios.

Primeiro, a origem da suposta denúncia: um desclassificado, “para-jornalista” (direitos autorais para Luiz Nassif) da “Veja”, pseudo-escritor há anos desmascarado como esbirro de Dantas na imprensa, difamador de Franklin Martins desde a época em que este trabalhava na Rede Globo - e poodle de todos os bem fornidos interesses antinacionais.

Esse elemento publicou que a PF estaria investigando o diretor da ANP por seus pareceres a favor da revisão dos royalties recebidos por alguns municípios, pelos quais receberia comissões através de uma empresa de consultoria, pertencente a ele e à sua esposa.

Realmente, que melhor forma de tirar o banqueiro-bandido das manchetes do que armar um escândalo na área do petróleo, onde se cruzam os mais ferozes interesses – e ainda mais tendo como alvo um diretor que é irmão de um ministro que tem contato diário com o presidente da República?

No entanto, o procurador federal que trata do caso, Marcelo Freire, declarou que o inquérito da PF enviado a ele não cita nomes, sendo constituído de “notícias” aparecidas na imprensa. Em outras palavras, de acordo com o procurador, não foi o inquérito que deu origem às “notícias” e sim estas que deram origem ao inquérito.

Para completar, a empresa de consultoria citada fez o seu último contrato em agosto de 2004 – e este contrato já encontra-se extinto. Victor Martins tomou posse na ANP quase um ano depois, em maio de 2005.

A história é, portanto, demasiado frágil. Até porque é impossível que Victor Martins pudesse beneficiar tal ou qual município, aumentando os royalties do petróleo a receber, sem a cumplicidade de toda a diretoria da ANP e sem que os municípios que, em prol de outros, tiveram seus royalties reduzidos, soubessem disso – e ficassem calados, aceitando receber menos.

Entretanto, percebendo essa incoerência, os promotores da campanha tentaram estender seu alvo, atacando outros diretores da ANP.

Nós podemos discordar, e discordamos, de ações e declarações do sr. Haroldo Lima, diretor-geral da ANP, que não nos parecem consentâneas com o seu passado nacionalista. Mas não temos razões para discutir a sua honestidade pessoal, até porque não foi apresentada uma única prova contra ele, o que não impediu a “Época”, isto é, a Globo, de acusá-lo - não se sabe bem do quê.

Mas aqui chegamos ao ponto mais suspeito: as acusações contra Victor Martins surgiram e foram amplificadas logo depois que ele passou a ser responsável, na ANP, pelos leilões de áreas petrolíferas, substituindo um ex-diretor da multinacional norte-americana Halliburton, Nelson Narciso, justamente no momento em que, com a proximidade da nova lei do petróleo, a cobiça do cartel petrolífero sobre o pré-sal atinge quase o paroxismo.

Narciso, aliás, é o único diretor da ANP que não foi atacado por essa imprensa. A acreditar em alguns detratores dos demais diretores, ele nem existe. A acreditar em outros, Narciso parece até uma vestal em meio a um coro de prostitutas. Como todo mundo sabe, a Halliburton – empresa do vice de Bush, Richard Cheney - é uma instituição de altíssima moralidade...

Hora do Povo

15/04/09

Arma Secreta Tucana - PSDB reúne Alckmin e Aloysio

Na tentativa de evitar que o racha no PSDB na eleição municipal de 2008 se repita na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes no ano que vem, tucanos articularam uma aproximação simbólica entre os dois nomes que postulam a indicação: os secretários Aloysio Nunes Ferreira (Casa Civil) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento).

Um jantar num restaurante argentino, na região dos Jardins, em São Paulo, há duas semanas, selou uma aproximação entre os pré-candidatos e demonstrou para o público interno um clima de cordialidade.

A ideia foi passar a mensagem de que os tucanos paulistas não estarão divididos em 2010, como ocorreu no ano passado - na ocasião, parte do PSDB apoiou a candidatura Alckmin para a prefeitura paulistana, enquanto outro setor defendeu a reeleição de Gilberto Kassab (DEM).

Por: Helena ™

08/04/09

Operação 2010: como e por que a Folha ataca Dilma

A Operação 2010 já começou. Neste domingo, tivemos mais um capítulo, na "Folha".

A quem serve a manchete que o jornal pôs em sua primeira página? "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto", diz o jornal da família Frias.

Vejam: trata-se de uma afirmação. O jornal não atribui a informação, no título, a ninguém. Afirma. E ponto.

No texto da primeira página, e na matéria interna, há a negativa de Dilma. Mas, a manchete está aí: prontinha pra ser usada no programa eleitoral em 2010.

Serra sabe que não poderá atacar Lula (o presidente seguirá popular até 2010). O negócio é desconstruir Dilma. Colar nela a imagem de "guerrilheira".

Ah, dirão alguns: a "Folha" fez só o seu trabalho. Expôs fatos. Trouxe de volta a "memória da ditadura". Esse é o "chapéu" (pequeno título) que aparece acima da matéria, nas páginas internas da "Folha".

"Cidadão Frias" tinha bons aliados nos anos 70; o filho do cidadão também já escolheu seu aliado em 2010?

Louvo o objetivo do jornal. A "Folha" quer vasculhar a "memória da ditadura"? Ótimo! Mas, queremos memórias completas. Não pedaços de dossiês, vazados sob interesse eleitoral. Queremos memórias completas também sobre a atuação de empresários como Otávio Frias no apoio a torturadores aqui no Brasil. Material e testemunhas não faltam.

Mas, voltando à “reportagem” sobre Dilma: a ministra reagiu à repórter e ao jornal. Dilma não é besta. Sabe o que se arma contra ela.

Gostei de uma das respostas que ela deu à repórter. "minha filha, esse seu jornal não pode chamar a ditadura de ditabranda, viu? Não pode, não. Você não sabe o que é a quantidade de secreção que sai de um ser humano quando ele apanha e é torturado (...) Não dá pra chamar de ditabranda, não."

A moça da “Folha” também perguntou se Dilma faz “mea culpa” por ter feito guerrilha.

A “Folha” quer “mea culpa” dos outros. E o “mea culpa” do jornal sobre seu apoio a torturadores?

“Cidadão Boilesen” ganhou prêmio de “melhor filme no festival “É tudo Verdade”. Agora, falta um outro filme: “Cidadão Frias”.

Do Escrivinhador

03/04/09

'O Globo': mais uma manipulação do pau que nasceu torto...

É como diz a sabedoria popular: “pau que nasce torto morre torto”. A mídia hegemônica brasileira, em especial a Rede Globo, cresceu cevada pela ditadura e a serviço do que existe de mais conservador e reacionário. Sua vocação antidemocrática é, portanto, fruto de uma raiz histórica.

Edição fez chamada principal parecer associada a Lula: manipulação grosseira.

Essa mesma mídia que chamava a ditadura militar de “democracia relativa”, que escondia ou justificava o assassinato de opositores, não tem qualquer pudor em manipular, distorcer ou esconder dados que, de alguma forma, contrariem seus interesses. Mas de vez em quando ela exagera.

Por vezes fica tão clara e nítida a manipulação, que muitas pessoas vão se dando conta de que a mídia hegemônica trata o povo como um bando de “Hommer Simpson”, personagem de desenho animado que é um completo retardado e que é usado pelo editor do Jornal Nacional, William Bonner, como símbolo do telespectador médio daquele telejornal.

Na edição do dia 27 de março (sexta-feira), o jornal o Globo, em sua persistente campanha de ataque ao governo Lula, produziu outra pérola de manipulação. Vejam acima a matéria. A manchete diz “Lista associa políticos a quantias”, com o subtítulo: “Deputados, senadores e funcionários de estatais teriam recebido dinheiro de empreiteira”.

Já o lead (primeiro parágrafo) informa, em seu início: “A Polícia Federal já tem em mãos nomes de políticos e servidores públicos que teriam recebido dinheiro da construtora Camargo Corrêa”. Logo abaixo da manchete uma enorme foto do presidente Lula, falando em um palanque com o símbolo da polícia federal abaixo.

No entanto, quem se der ao trabalho de ler a matéria verá que nenhum político do PT aparece nas denúncias, sendo que alguns dos principais partidos de oposição aparecem com destaque: PSDB, DEM e PPS. A foto do presidente era referente a outra matéria que não tinha nada a ver com a manchete: o presidente Lula discursava em um evento comemorativo dos 65 anos da Polícia Federal. Muitos dos leitores não se dão a esse trabalho (de ler toda a matéria) e é com isso que os editores de O Globo contam.



Aliás, a intenção da montagem é tão clara que vou me permitir não comentá-la. Registro apenas que a mídia hegemônica tem com o que se preocupar. Sua credibilidade está sendo posta em xeque e suas manipulações já não passam em branco como antes. Largas parcelas da população recusam-se a serem tangidas como gado pelos donos dos meios de comunicação.

É por isso que eles têm tanto medo de que a Comunicação vire uma pauta de discussão na sociedade. É por isso que eles tanto boicotam a convocação da Conferência Nacional de Comunicação. Pois será através de uma ampla e democrática discussão que, se não vamos endireitar um pau que nasceu torto, podemos pelo menos fazer nascer uma floresta das mais diferentes árvores, com os mais diversos frutos, onde hoje é um deserto de “paus tortos”.

Por Wevergton Brito Lima é jornalista e secretário de Comunicação do PCdoB-RJ

30/03/09

DEUS É BRASILEIRO, AFINAL ELE NOS ENVIOU DILMA

O neoliberalismo no mundo fez desaparecer 37 bilhões de dólares. No Brasil eles constrõem castelos, aeroportos particulares, se apropriaram das redes de televisão, não fazem concuros, nem trabalham, mas recebem aposentadorias de marajás, cunharam frases como "por dentro" e "por fora".

Essa metástase se incrustou na nossa politica, na Camara, no Senado, no maior Estado do País, existe até um dublê de supremo e coronel político. O governo Lula começou a mudar essa deplorável situação. Esses facinorasa construiram no Brasil a sociedade mais desigual do planeta.

O PIG, os Demos, os tucanos fazem sua luta de vida ou morte contra o fim dessa pouca vergonha. No Brasil não pode haver mais reetrocesso.

Deus é brasileiro. Deus nos enviou Dilma.

Comentário de Paulo

26/03/09

EMPRESA ACUSADA DE FRAUDAS PREGÃO ELETRÔNICO

A máfia acusada de fraudar licitações na área da saúde teria se infiltrado até nos pregões eletrônicos do governo estadual. O indício mais nítido de manipulação do resultado do certame foi obtido pelos auditores da Secretaria da Fazenda em uma oferta para a compra de soro (cloreto de sódio a 0,9%) feita pelo Hospital Pérola Byington, centro de referência em saúde da mulher na capital paulista, em setembro do ano passado. A Halex Istar venceu a licitação com um preço 408% superior ao menor lance. A suspeita é de que pregoeiros e funcionários de hospitais recebessem propina para favorecer determinadas empresas.

As negociações começavam antes mesmo do anúncio dos pregões. Emissários de indústrias de insumos hospitalares e representantes comerciais procuravam os servidores públicos e acertavam valores e o resultado das licitações. Numa segunda fase, cada um dos interessados oferecia seus preços. No caso do Pérola Byington, por exemplo, seis distribuidores participaram do certame investigado pela Operação Parasitas. A Cirúrgica São José, revendedora de produtos da Fresenius, apresentou o menor preço - R$ 1,22 por unidade. Outras cinco empresas, todas distribuidoras de insumos da Halex Istar, ofertaram valores que variavam de R$ 2,49 a R$ 4,99.

Era na fase de apresentação de recursos que o pregoeiro começava a agir a favor do esquema. De uma só vez, as três primeiras colocadas foram eliminadas da disputa. A alegação foi de que tinham cotado produtos em desconformidade com o edital. Na etapa seguinte, de julgamento, outras duas "concorrentes" foram desclassificadas por desistência. A Halex Istar acabou homologada como vencedora do pregão, mesmo tendo oferecido o maior preço. "Como a maioria das distribuidoras pertencia à fabricante, ela na verdade concorria com ela mesma", explicou o promotor José Reinaldo Guimarães Carneiro, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) da capital.

Os indícios coletados pelos auditores estaduais são reforçados pelas interceptações telefônicas feitas ao longo de 11 meses pela Unidade de Inteligência Policial (UIP) do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). Em conversa gravada às 9h30 do dia 18 de junho deste ano, Vanessa Favero, supervisora da Vida?s Med, uma das empresas suspeitas de participar das fraudes, combina com um pregoeiro identificado como João o resultado da licitação. "Ó... me diga uma coisa... me liga quando tiver andando o pregão e me avisa qual é o seu código", diz o funcionário público. "Mas você vai estar lá, não é chato ligar no seu celular?", questiona Vanessa. "Pode ligar no meu celular, todo mundo liga no meu celular", diz João.

CÓDIGO

Para não levantar suspeitas, integrantes da quadrilha falavam por códigos com os pregoeiros. Em 21 de julho, às 12h01, Vanessa conversa com uma mulher identificada como Daiane. Ela explica que, ao falar com o funcionário público, era para dizer: "Bom dia, como vai, seu pregoeiro?" Essa era a senha para que ele identificasse a empresa e desse "uma força".

A polícia e o Ministério Público Estadual também têm provas de que o esquema agia em diversos municípios do interior paulista, do Rio e de Minas. A lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita era feita em offshores, abertas no exterior em nome de laranjas.

22/03/09

ELEÇÕES 2010 - POLEIRO EM GUERRA

Apesar das aparências, uma briga surda sacode o poleiro dos tucanos. A cúpula do partido faz ginástica para exibir uma inexistente unidade. Um exemplo claro: Aécio quer e Serra não quer a realização de prévias para definir o candidato peessedebista à presidência.

Resolvido a ir para a luta, Aécio disse que vai rodar o Brasil para apresentar suas propostas "made in Minas" para o Brasil. Serra disse que a hora é de governar, não de antecipar a campanha, disse que não viajaria ... mas pelo jeito mudou de ideia.

A primeira estocada de Aécio seria justamente em Recife, ninho do presidente dos tucanos. Para evitar a carreira solo do colega mineiro, Serra parece que também vai pra lá.

"Mineiro guarda a mágoa na geladeira", disse o deputado federal Aldo Rebelo em Encontro do PCdoB paulista neste último sábado. Ele se referia aos ressentimentos mineiros com a arrogãncia dos tucanos paulista, FHC à frente.

O governador mineiro chegou a dizer que o programa do partido não poderia ser feito "nos gabinetes da Av. Paulista". A mais famosa via de São Paulo, sede de bancos e grandes empresas, ela é uma espécie de símbolo do capitalismo paulista, nada tendo a ver, como muitos consideram, com a realidade diferenciada deste imenso país.

Minas Gerais se projeta como o fiel da balança das eleições presidenciais. Este é o peso da carta nas mãos do atual inquilino do Palácio da Liberdade

Por Nivaldo Santana

16/03/09

A Responsabilidade e a Falta Dela - Presidente do Ipea critica as privatizações do governo FHC


“O Estado se tornou incapaz de mudar uma realidade, tornou-se incapaz de cumprir funções básicas no campo social e em vários outros pontos”. Essa foi a crítica feita hoje (10) pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, às privatizações ocorridas na década de 90 no Brasil, no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Pochmann propôs um novo padrão civilizatório como forma de combater as injustiças sociais e destaca o papel fundamental para esse padrão. “Ao contrário do que se imagina, a construção de uma nova civilização contemporânea, com expansão econômica, vai pressupor um fundo público maior do que temos hoje. Do contrário, conviveremos crescentemente com sinais de barbárie, com concentração econômica e de poder”, avaliou o economista da Fundação Getulio Vargas e que já ocupou a pasta do Planejamento na cidade de São Paulo, no governo de Marta Suplicy.

O presidente do Ipea ressaltou que prevaleceu nos governos da década de 90 o mito de que o Estado fazia oposição ao mercado. “E era um mito realmente. Como se pode ver uma oposição entre Estado e mercado se as duas instituições operam em convergência?”, questionou Pochmann, durante o seminário Desenvolvimento Econômico: Crescimento com Distribuição de Renda, que comemora 200 anos do Ministério da Fazenda.

Pochmann também criticou o sistema tributário brasileiro que não contempla a progressividade e maneira efetiva. “Os mais pobres, proporcionalmente à renda, acabam mesmo pagando mais impostos que os ricos”, destacou.

Fonte: Agência Brasil

14/03/09

Propina - Pela 1ª vez, uma oficial tem a prisão decretada em SP

A tenente-coronel Elizabete Soliman teve a prisão preventiva decretada ontem pelo juiz Marcos Fernando Theodoro Pinheiro, da 1ª Auditoria da Justiça Militar de São Paulo. O pedido de prisão foi formulado pelo coronel Wagner Cesar Gomes de Oliveira Tavares Pinto, do Comando de Policiamento de Área Metropolitano-7 (CPA-M7). A oficial é acusada de chefiar um suposto esquema de arrecadação de propina da máfia dos caça-níqueis e de peruas clandestinas no 31º Batalhão da Polícia Militar. É a primeira vez, desde a criação do quadro de oficiais femininas - na década de 50 - que uma tenente-coronel tem a prisão decretada.

Soliman foi delatada pelo primeiro-tenente Antônio Domingos de Souza Neto, oficial do 31º BPM, que aceitou fazer uma delação premiada. Foram expedidos ainda seis mandados de busca e apreensão em casas de policiais suspeitos. A promotora de Justiça Eliana Passarelli concordou com a prisão e buscas. Horas antes de pedir a prisão, o coronel Cesar, que assumiu a apuração do caso, disse que era preciso prudência em relação às acusações.

Ao todo, já estão presos nove PMs acusados de participar do esquema - Soliman pode ser o décimo. A própria tenente-coronel foi afastada do cargo por decisão do coronel Cesar - ela ocupa atualmente uma função burocrática na capital. "Eu não me surpreenderia se outros policiais estiverem envolvidos", afirmou o coronel Cesar.

C/A

09/03/09

PF promete divulgar relatório sobre atuação de Protógenes nos próximos dias

A Polícia Federal vai divulgar, nos próximos dias, um relatório conclusivo sobre o processo que apura o desvio de conduta do delegado federal Protógenes Queiroz durante a Operação Satiagraha. A informação foi dada há pouco pelo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, após reunião com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Reportagem publicada nesta semana pela revista Veja informa que Protógenes teria grampeado ilegalmente integrantes do governo, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, do Judiciário, como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, e do Legislativo.

De acordo com Corrêa, as informações divulgadas pela revista não vão mudar o rumo das investigações. “Mesmo que sejam retratos da investigação, as informações são dados produzidos pela Polícia Federal.” Ele garantiu que as informações não saíram da PF e que os autos do processo também estão na Justiça. “Temos um regramento processual que nos impõe o sigilo.”

Em relação à denúncia de que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) estaria sendo alvo de grampos ilegais, Corrêa disse que a PF só agirá após comunicação oficial do presidente do Senado ao ministro da Justiça, Tarso Genro.

Por Ivan Richard

01/03/09

JOSÉ SERRA TEM VÁRIOS CONTRATOS COM O GRUPO ABRIL (ESSE, DE SER PROTEGIDO, NÃO É PÚBLICO, APENAS NOTÓRIO)

Diante da provocação de LN, fui ao Diário Oficial procurar informações sobre outros contratos da Editora Abril e ali há muitas coisas estranhas. Que mina de noticiais é aquele jornal, pena que não exista vida inteligente livre para pensar nas redações.

Há, por exemplo, um pedido do Deputado Felício solicitando à Secretária da Educação explicações sobre a compra reiterada da publicação da Abril Guia do Estudante (há dois contratos com 415.000 exemplares à bagatela de R$ 2,5 milhões cada um). Claro que a Secretária não explicou nada, apesar de o Deputado destacar todos os artigos e incisos que a obrigavam a fazê-lo. Entre outras coisas que ele pede é a justificativa para a contratação sem licitação. Pelo jeito essa não é a atividade da Assembléia que é bem vinda no atual governo.

Encontram-se também, facilmente, contratos para compra da Revista Recreio para as escolas, provavelmente um por escola, pois me parece que a Secretaria tem entre 5 e 6 mil escolas em sua rede de ensino. Há um contrato de 14/3/08 para a compra pela quantia de R$ 2.142.000,00 de 6 mil assinaturas anuais dessa revista, que tem 52 edições. Sendo assim, se ela foi assinada em março do ano passado, essa assinatura acabaria em fevereiro deste ano. Mas logo depois, em 23/7/08, 3 meses depois de assinado aquele contrato, há um outro contrato para mais 5.155 assinaturas. E ai mais R$ 1.840.335,00 vão para os cofres da Abril. Se essa data vale alguma coisa, então em agosto as escolas começaram a receber mais um exemplar dessa nova assinatura, que terminaria em junho próximo. Confuso não?

Ai também temos o seguinte, essa revista é destinada a crianças, talvez em idade escolar que as coloque nos primeiros anos do ensino fundamental. Será que todas as escolas da rede de ensino do estado têm esse tipo de ensino para justificar que todas recebam a revistinha? E porque, de uma assinatura para outra em período tão curto, o número de escolas muda de 6 mil para 5.155. Muitas e muitas indagações poderíamos fazer só sobre esses contratos.

Bom, ficam ai essas informações, se tiver mais algum tempinho sobrando continuo buscando as estrepolias da Abril com o Governo do Estado, até que eles resolvam colocar o Diário Oficial fora do ar.

Alguém mais se habilita? Isso é jornalismo investigativo que pode, muito bem, ser realizado por colaboradores de blog. Ou não é?

Do Oni Presente

25/02/09

UMA MÍDIA-POLÍTICA ATUA NO BRASIL - E O CERCO ESTA SE FECHANDO

Olhem só, Gente!! E não é montagem...


Da "esquerda" para a DIREITA:

1-De chapeu (ridículo): TIO REI.

2-Sem chapeu: JOSÉ SERÁ(?)

Por Oni Presente

21/02/09

PSOL diz que há áudios e vídeos que provam corrupção no governo Yeda Crusius

O PSOL afirmou hoje à tarde, durante entrevista coletiva na sede do partido, em Porto Alegre, que existem provas documentais (áudios, vídeos e testemunhos) que comprovariam crimes eleitorais e de corrupção na campanha eleitoral de Yeda Crusius e também no governo. A deputada federal Luciana Genro, o vereador Pedro Ruas e o presidente estadual do PSOL, Roberto Robaina, apresentaram nove denúncias, que fariam parte de um conjunto de 29 itens, que seriam do conhecimento do Ministério Público Federal.

A decisão de tornar públicas essas denúncias, segundo os representantes do PSOL, surgiu após a morte de Marcelo Cavalcante, ex-representante do Estado do Rio Grande do Sul em Brasília. Cavalcante, segundo informações de sua esposa, iria depor no MP Federal nos próximos dias. Procuradores da República do RS iriam a Brasília para tomar seu depoimento, garantiram Luciana Genro e Pedro Ruas. Eles disseram ainda que a governadora Yeda Crusius reuniu-se com Marcelo, semana passada, em Brasília, e o assunto da conversa teria sido esse depoimento. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE) teria participado desse encontro.

Uma das principais provas, segundo eles, seriam gravações em áudio e vídeo, feitas pelo próprio Lair Ferst, e que mostrariam distribuição de dinheiro de caixa dois durante a campanha eleitoral de Yeda Crusius, em 2006, conversas sobre pagamentos de despesas pessoais (inclusive da governadora), sobre dinheiro proveniente da fraude no Detran e também uma conversa detalhando a operação da compra da casa da governadora.

Em uma destas reuniões, a empresa Mac Engenharia (citada na Operação Solidária que investiga fraude em contratos públicos na Região Metropolitana) teria entregue R$ 500 mil para a campanha da candidata tucana. Estariam presentes neste encontro Lair Ferst, Delson Martini, Carlos Crusius, Aod Cunha, Chico Fraga e Rubens Bordini. Outra gravação mostraria o deputado federal José Otávio Germano entregando R$ 400 mil (de caixa dois) para o segundo turno da campanha de Yeda. Também haveria uma gravação em vídeo, onde Lair Ferst detalha como se daria a operação para a compra da casa da governadora. Nesta reunião, ele teria entregue R$ 400 mil para um corretor. “Todo detalhamento da compra da casa aparece neste vídeo”, garantiu Pedro Ruas. Um vídeo com ótima qualidade de imagem e áudio, acrescentou.

Ele, Luciana Genro e Robaina não apresentaram provas das denúncias, mas garantiram que tiveram acesso a parte desse material, não via Ministério Público Federal, mas sim por meio de fontes que eles preferem manter em sigilo, por enquanto. Admitiram, por outro lado, que mantiveram conversas com vários dos envolvidos, entre eles o próprio Lair Ferst, Marcelo Cavalcante e o vice-governador Paulo Feijó (DEM). Lair Ferst, asseguraram, já teria feito um acordo de delação premiada.

“Não tivemos contato com o MPF. Decididos fazer isso em função da morte de Marcelo Cavalcante. Não podíamos ter tal nível de informações sem apelar para a sociedade. Não queremos que, daqui a pouco, outras testemunhas desapareçam, disseram Pedro Ruas e Luciana Genro. Após a entrevista coletiva, os integrantes do PSOL dirigiram-se ao Ministério Público de Contas para uma reunião com o procurador Geraldo Da Camino.

Por Marco Aurélio Weissheimer

15/02/09

Senadores vão assumir comissões com matérias importantes prontas para apreciação

As lideranças dos partidos no Senado reúnem-se na próxima terça-feira (17) para tentar um acordo que possibilite a distribuição das presidências das comissões temáticas da Casa. São nestas comissões que projetos, propostas de emendas constitucionais e outras matérias começam a tramitar e onde os principais debates são realizados.

Cabe ao presidente de cada comissão decidir a pauta das reuniões, ou seja, as matérias que serão objeto de discussão e apreciação dos senadores membros. Alguns projetos elaborados por senadores são apreciados somente na comissão que lhe compete e, uma vez que um projeto é aprovado, segue direto para discussão da Câmara dos Deputados sem ir à votação no plenário do Senado.

Este foi o caso, por exemplo, do projeto de lei de autoria do petista Paulo Paim (RS), aprovado no ano passado em caráter terminativo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que recompõe os valores das aposentarias e pensões pagas pela Previdência Social.

Assim que tomarem posse, os novos presidentes de comissões e os senadores desta nova legislatura terão uma série de projetos que ficaram pendentes de análise em 2008, mas que se encontram na pauta de votação. Caberá a esses novos presidentes decidir se manterão tais matérias como prioridade.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que provavelmente será presidida pelo peemedebista Garibaldi Alves Filho (RN), está pronto para votação o projeto de lei que trata da certificação das entidades beneficentes de assistência social e regula os procedimentos de isenção de contribuições para a seguridade social. Este projeto foi elaborado em consenso pelos líderes depois que Garibaldi Alves, no exercício da presidência do Senado, decidiu devolver a medida provisória do governo que prorrogava por dez anos essas licenças.

Já na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que deve permanecer com o Democratas sendo presidido desta vez por Demóstenes Torres (GO), tramita em caráter terminativo projeto de lei que criminaliza, no âmbito do Estatuto da Criança e do Adolescente, a omissão de funcionários de laboratórios fotográficos que tomam conhecimento de fotos pornográficas envolvendo menores.

Também está na CCJ projeto de lei determinando que o juiz seja comunicado imediatamente sobre acidentes de trânsito com morte, para efeito de suspensão cautelar da habilitação do condutor. A matéria também aumenta penas de crimes previstos no Código de Trânsito Brasileiro e no Código Penal.

Outro projeto importante de origem do Senado, que espera apenas a aprovação na Comissão de Educação para ser remetido diretamente à Câmara dos Deputados, é o que autoriza o Executivo a criar, no Ministério da Educação, o Programa Cesta Básica do Livro. O objetivo é garantir um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes dos ensino público fundamental e médio.

Na Comissão de Meio Ambiente, entre os diversos projetos prontos para apreciação, está em caráter terminativo, a regulamentação do Artigo 37 da Constituição Federal que trata das licitações e contratos executados pela Administração Pública Federal. O projeto de lei torna obrigatória a comprovação de origem da madeira utilizada em obras e serviços financiados com recursos públicos.

Na Comissão de Infra-Estrutura, que deve ser ocupada pela senadora do PT, Ideli Salvatti (SC), mas que também é reivindicada pelo peemedebista Valdir Raupp (RO), entre as matérias paradas na pauta de votação, está o projeto de lei que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica, com vistas a estimular o uso de combustíveis de origem vegetal pela aviação brasileira.

Já no plenário do Senado, a pauta está obstruída pela Medida Provisória 445. Esta MP é uma das que foram editadas pelo governo para atenuar os efeitos da crise financeira mundial sobre a economia brasileira. No caso, a matéria trata da dispensa de recolhimento de parte dos dividendos e juros sobre capital próprio pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), serão incluídos nesta medida provisória, a pedido do Executivo, dispositivos que tratam da prorrogação de dívidas agrícolas.

Por Marcos Chagas

06/02/09

Merenda em SP - Fácil como roubar doce de criança

A prefeitura demo-tucana de São Paulo aplica quase que literalmente o ditado popular "Fácil como roubar doce de criança".

O "doce" neste caso é salgado. Refiro-me à merenda escolar nas gestões Gilberto Kassab / José Serra.

Vamos elencar o festival de absurdos contra a nutrição das crianças, para favorecer econômicamente fornecedores:

1) Kassab aceitou modificar o edital de licitação de compra, a pedido da Nestlé, para reduzir a quantidade de carne na sopa a ser distribuída pelo programa Sábado na Escola.

As nutricionistas do município recomendam que cada uma das sopas deve ter 7 kg de carne, 2 kg de cenoura e 3 kg de outras hortaliças (por 100 kg de sopa desidratada a ser distribuída). Depois da mudança autorizada pelo prefeito, a mesma sopa fica reduzida a 0,5 kg de carne, 0,8 kg de cenoura e 1 kg de outras hortaliças.

O tribunal de Contas do Município (TCM) encontrou fortes indícios de licitação combinada, e suspendeu a licitação. O TCM questiona a contratação de somente um fornecedor e o prazo para entrega do produto, dia 15 de setembro. Há a exigência de embalagem personalizada. Só uma grande empresa e com infra-estrutura pronta poderia ganhar a concorrência. Ou seja, fizeram um edital de licitação sob medida para a Nestlé vencer.

2) Privatização encarece merenda. Empresas ganham, contribuinte e crianças perdem:

O governo demo-tucano da prefeitura de São Paulo radicalizou a terceirização para empresas privadas todos os serviços de merenda. Não só a compra dos produtos, mas também a cozinha e distribuição da merenda aos alunos. 59% das escolas já são terceirizadas.

Apesar de piorar as condições de trabalho e salariais de merendeiras e cozinheiras, os custos explodiram:

O custo total da merenda escolar da cidade inteira era R$ 14 milhões por mês em 2006.
Agora, em 2007, só as terceirizadas (59% da rede) custam R$ 18 milhões por mês. E ainda é preciso somar os custos das outras 41% das escolas, que continuam sendo preparada por agentes escolares.

Onde está aquela pregação neo-liberal de que as empresas privadas são mais eficientes do que o Estado neste caso?

3) Merendeiras denunciaram racionamento da merenda:

A qualidade da merenda piorou, antes que aleguem que o aumento do custo citado acima deve-se à qualidade.

Nove cozinheiras de três escolas municipais da zona leste de São Paulo disseram a uma comissão formada por pais, professores e funcionários públicos, encarregada de fiscalizar a merenda escolar, que ganhavam um bônus mensal de R$ 40 pago pela empresa terceirizada, a Nutriplus, para RACIONAR A MERENDA.

O racionamento se dá fornecendo aos alunos:
- apenas metade de uma maçã, em vez da fruta inteira;
- misturar legumes a pedaços de frango para a refeição render mais;
- jogar bastante água no molho de tomate para gastar menos;
- etc.

Kassab tem um histórico de passagens pela gestão de Celso Pitta e Paulo Maluf. Já houve antecedentes de denúncias de corrupção na merenda escolar. O caso mais famoso é conhecido como "frangogate", envolvendo superfaturamento na compra de frangos.

A impunidade venceu naquela época, e o mau exemplo incentiva a reincidência.

Esperamos que dessa vez punições exemplares venham.

Assim como a pedofilia é um crime dos mais repugnantes e excecrável por atingir crianças inocentes e indefesas, explorar calorias e a nutrição de crianças em crescimento, também deve ser tratado com a mesma repulsa e rigor.

Por: Zé Augusto

31/01/09

14 partidos formam bloco em apoio a Temer

O deputado Michel Temer (PMDB/SP), candidato à presidência da Câmara dos Deputados, recebeu o apoio de 14 partidos – que na última quarta-feira (28) decidiram atuar como um bloco parlamentar na Casa. Em reunião no dia anterior, na residência de Temer, os líderes desses partidos divulgaram nota onde assinalaram que a candidatura do peemedebista não é “de um partido, mas da instituição”.

Segundo a nota, após debates e consultas às bancadas e seus respectivos líderes, adotou-se “uma prática importante para a construção de uma Mesa Diretora”, representada pela candidatura de Michel Temer. Os representantes das bancadas destacaram que a eleição do peemedebista “galvaniza uma Câmara forte, independente, mas também com harmonia e entendimento democrático entre os poderes constituídos”.

“Uma candidatura institucional traz mais estabilidade para a Câmara”, afirmou o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), reiterando que o partido votará unido em favor de Temer, mesmo que o senador Tião Viana (PT/AC), que disputa a presidência do Senado com o peemedebista José Sarney (AP), perca a eleição. “Esperamos a vitória do Tião mas, independentemente disso, o PT vai com o Temer”, disse.

Os líderes do bloco, integrado pelo PMDB, PT, PSDB, DEM, PR, PDT, PTB, PV, PPS, PSC, PHS, PT do B, PTC e PRB, também reafirmaram “o compromisso com as candidaturas indica-das pelas legendas para a formação da chapa” à Mesa Diretora. O bloco, que concentra 83% do total de deputados da Câmara (426) poderá ocupar 10 dos 11 cargos (7 titulares e 4 suplências).

Temer vai disputar a eleição para a presidência da Câmara com os deputados Aldo Rebelo (SP), com o apoio do PCdoB, PSB e PMN, Ciro Nogueira (PI), apoio do PP, e Osmar Serraglio (PMDB-PR), candidatura avulsa sem apoio de nenhum partido. A eleição acontecerá nesta segunda-feira, 2, prevista para as 12 horas.

22/01/09

TURMA DE AÉCIO DEVERÁ FORNECER FAISCA PARA INCENDIAR NINHO PAULISTA


A espectativa é que se o PSDB apoiar o PMDB para que fique com as duas casas legislativas Aécio Neves e sua turma deverão incendiar o ninho tucano paulista para provocar uma revoada e nova ninhada em outro muro fora do controle de José Serra.

A bem-sucedida movimentação do governador de São Paulo que culminou na nomeação do tucano Geraldo Alckmin para o seu secretariado, causou reação imediata no PSDB mineiro. Aliados do governador de Minas Gerais, insistiram na quarta-feira na necesidade de realização de prévias para a escolha do candidato tucano à Presidência em 2010.

E, em conversas reservadas, o próprio governador mineiro comentou - o que já esta acontecendo bem debaixo de seus olhos - dize que espera não ser "atropelado" pelos paulistas no processo de escolha de candidatura a sucessão de Lula.

O convite de Serra a Alckmin foi segundo ameniza suas suspeitas um deputado do grupo de Aécio "uma movimentação importante para estabelecer a união tendo em vista 2010. Mas isso não significa que haja um vitorioso. Precisamos das prévias para fazer uma disputa leal, que oxigene o partido. Não vamos aceitar acordo de cúpula", teria dito ainda este deputado da tropa de choque de Aécio no Congresso, mesmo a definição dos candidatos pesedebistas estando concentrados e sob vantagem da cúpula paulista.

Aécio Neves teria almoçado hoje com o presidente nacional do PSDB senador Sérgio Guerra, momento que reiterou a necessidade que se realizem prévias no partido, qual percorrerá o País em prol de sua candidatura.

Guerra disfarçou minimizar o mal-estar no ninho. "Não há confronto, 90% disso é fantasia", disse. "Temos convicção de que podemos ganhar a eleição com Aécio ou com Serra."

Para evitar que Aécio e sua turma coloquem fogo no ninho paulista Guerra disfarçou: "Não tem PSDB forte sem Aécio Neves".

Porém, muitos especialistas, analistas e conhecedores da política acreditam que para quebrar o trabalho dos tucanos paulistas só resta aos apoidores de Aécio votar em Tião Viana para presidência do senado, impedindo que o PMDB fique com as duas casas.

Do Ninho Tucano

18/01/09

Bornhausen ofereceu ajuda a homem de confiança de Dantas

Gravações telefônicas feitas pela Operação Satiagraha mostram que o ex-presidente do PFL (atual Dem) e ex-senador por Santa Catarina, Jorge Bornhausen, logo que soube da investigação da Polícia Federal, ligou para Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, para oferecer ajuda. De acordo com a conversa do dia 29 de abril, divulgada pela “Folha de S. Paulo”, Bornhausen entra em contato com Rodenburg, que fala sobre o medo de ser preso. Bornhausen diz: “Se você precisar de mim, me avise”.

Além de Bornhausen, as escutas externam Rodenburg organizando um leilão de gado em sua fazenda em Uberaba (MG), para o qual mobilizou boa parte da cúpula do Dem e os expoentes da bancada ruralista no Congresso. Na lista de políticos inscritos para se hospedar em sua fazenda estavam Heráclito Fortes (Dem-PI), Ronaldo Caiado (Dem-GO), Abelardo Lupion (Dem-PR), Ônyx Lorenzoni (Dem-RS) e Kátia Abreu (Dem-GO).

Num dos trechos Rodenburg combina buscar Heráclito para o leilão: Heráclito: “Onde estás?”; Rodenburg: “Ainda estou solto!”; Heráclito: “Que milagre!”.(...) Heráclito: “Carlinhos, estou indo para aí agora”; Rodenburg: “Que horas que você chega?”; Heráclito: “Três, três e pouquinho”; Rodenburg: “Então eu te pego lá e a gente vem para a fazenda direto”; Heráclito: “Não, não. Eu vou ficar com Mariana, a gente tem um hotel reservado”; Rodenburg: “Não vai ficar em hotel, tem uma casa boa aqui”.

Em outra parte, o braço direito de Dantas fala com Bornhausen sobre a estadia da turma em sua fazenda. Bornhausen: “Você convidou a senadora [Kátia Abreu, Dem-TO], né?”; Rodenburg: “Falei, eu te liguei até. O problema é o seguinte: eu estava preocupado com a programação de Uberaba, que [inaudível] já tinha me dito que vocês iam por Uberaba. Então eu disse: bom, vou convidar para ficar lá em casa, porque pelo menos dá outro rumo, né?”.

Segundo a “Folha”, Rodenburg também conversou com o ex-governador Orestes Quércia para garantir a sua presença no leilão. Quércia disse à “Folha” conhecer o empresário Rodenburg, que “mexe com gado nelore”, mas afirmou não ter nenhuma relação com o grupo Opportunity.

Hora do Povo

14/01/09

Governabilidade - Garibaldi e Tião Viana reafirmam candidaturas

Os senadores Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Tião Viana (PT-AC) reafirmaram em entrevista à imprensa, lado a lado, no final da tarde desta terça-feira (13), que são candidatos à presidência do Senado, não pretendem se retirar da disputa e irão "até o fim". Eles fizeram a declaração após a imprensa noticiar que o senador José Sarney (PMDB-AP) estaria disposto a lançar seu nome na disputa, desde que haja apoio dos partidos. Garibaldi e Tião almoçaram juntos nessa terça-feira.
- Somos candidatos e vamos até o fim do processo eleitoral. Não vai prevalecer nenhuma manobra. Confiamos em nossos partidos, que nos indicaram - sustentou Garibaldi.

- Minha candidatura é definitiva - completou Tião Viana, depois de interrogado se aceitaria retirar sua candidatura em troca do cargo de ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Ele frisou que não está "à procura de emprego".

Garibaldi Alves comentou a repercussão da mídia diante das declarações dadas por ele nessa segunda-feira, quando sustentou sua disposição em concorrer à Presidência, mas observou que não poderia fazê-lo se não contasse com o apoio de seu partido. Ele ponderou, porém, que não admitia, dessa forma, retirar sua candidatura, conforme foi noticiado.
- Garibaldi admite nada. É claro que só quem pode retirar minha candidatura é o partido. Mas eu não estou devolvendo a indicação. Não vou agora retirar minha candidatura e colocá-la nas mãos do meu partido.

Questionado se manteria candidatura avulsa caso o PMDB retirasse a indicação, o presidente do Senado observou que "a pior coisa do mundo é candidato sem voto".

Tião Viana, por sua vez, ponderou que sua candidatura agora tem o apoio de cinco partidos da base do governo. Interrogado a respeito da afirmação da líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), a qual disse que o partido poderia recorrer à Justiça contra a candidatura de Garibaldi, Viana sustentou que não tem interesse em "dúvida jurídica" e que "essa é uma questão de terceiros".

Garibaldi apresentou ao seu partido pareceres de juristas que concordam com a sua candidatura, mesmo sendo proibida pelo regimento do Senado uma reeleição na mesma legislatura (quatro anos). Os pareceres observam que Garibaldi foi eleito apenas para um mandato-tampão, após a renúncia do então presidente Renan Calheiros (PMDB-AL), e, portanto, a regra não se aplicaria ao seu caso.

Antes da entrevista, Garibaldi encontrou-se com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o qual, conforme relato do próprio Garibaldi, informou que pretende disputar a liderança do seu partido no Senado e, para isso, já contaria com os votos necessários. Garibaldi disse ainda não ter ouvido de Renan qualquer ressalva à sua indicação em favor do senador José Sarney.

C/ Agências

07/01/09

Especula-se - Manobra Palaciana

Visto de longe, pode parecer apenas uma manobra parlamentar, mas as articulações para tirar o PDT do chamado Bloco de Esquerda, que os trabalhistas formam junto com PCdoB e PSB, têm a maior importância. E não apenas pelos efeitos que a cisão pode causar, mas pelo que o movimento demonstra dos métodos do governo Lula para construir o palanque de sustentação da candidatura Dilma Rousseff à presidência da República em 2010.

O bloco de esquerda foi formado em 2007, com a intenção de garantir maior protagonismo aos partidos que se ressentiam de viver à sombra do PT. Começou a ser ensaiado no início daquele anos, quando o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), então presidente da Câmara, lançou-se candidato à reeleição contra a vontade dos petistas. Aldo foi derrotado, mas as legendas perceberam que tinham a chance de criar uma força política, se agissem juntas. A aliança foi formalizada em setembro de 2007, sob a inspiração de outra candidatura, essa com ares de mais viabilidade: do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à presidência da República em 2010.

Na época, Ciro aparecia muito bem posicionado nas pesquisas de opinião pública. Parecia ser o único nome do bloco governista capaz de enfrentar os nomes do PSDB. O PT patinava entre meia dúzia de candidatos com índices baixos. Os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Tarso Genro (Justiça) alternavam-se nas pesquisas, com números entre 1% e 3% das preferências.

Pouco mais de um ano depois, o quadro mudou. Escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a candidata oficial à sua sucessão, Dilma Rousseff ocupou o vazio deixado pela falta de um nome do PT. Em março de 2008, ela tinha 17 pontos percentuais a menos que Ciro Gomes nas pesquisas. Em novembro, depois de meses de superexposição garantida por Lula, reduziu essa diferença a menos da metade. Dilma chegou aos 8%, contra 17% de Ciro. Não é pouco. Especialmente pelo viés. Dilma está em alta, Ciro em baixa.

Só esse fato já teria potencial para abalar algumas lealdades. Mas há outro fator importante: a entrada de Lula no cenário. O presidente quer eleger Dilma e fará o possível para isso. Não que Lula desgoste de Ciro, pelo contrário. Não esquece o apoio que ele lhe deu no segundo turno em 2002 e valoriza a lealdade que demonstrou como ministro, em seu primeiro mandato. Mas o deputado do PSB tem um defeito, na ótica do presidente. É independente demais. Se chegar ao Palácio do Planalto, não será tutelado por Lula. Bem diferente de Dilma, que sabe que sua candidatura só será viabilizada pela vontade do atual presidente.

Entre os dois, Lula não hesita por um instante. Embarca na candidatura que está construindo. E leva com ele as armas do governo. Não por acaso, o movimento para tirar o PDT do bloquinho, como foi apelidado o bloco de esquerda, é capitaneado por Carlos Lupi, presidente licenciado do partido e ministro do Trabalho. Lupi representa como poucos a simbiose entre governo e partidos implantada no segundo mandato de Lula, onde a coalizão de apoio ao Planalto foi construída com a distribuição de cargos na administração pública.

No comando do ministério, ele ganha uma máquina política poderosa, que ajuda a impor suas posições dentro do partido. Ao mesmo tempo, se torna dependente do governo para manter essa força.

Desde o final do ano passado, o PDT ensaia tentativas de separação. Nas eleições municipais, o partido seguiu em faixa própria em boa parte das capitais. Até aqui, nada aconteceu formalmente, mas as relações se esgarçaram dentro do bloco. A mais nova justificativa é a eleição para a Presidência da Câmara. O bloquinho lançou mais uma vez o nome de Aldo Rebelo, que aparece como um azarão na disputa. O PDT prefere fechar com o deputado Michel Temer (PMDB-SP), favorito e apoiado pelo Palácio do Planalto. Afastar-se do palanque de Aldo agora seria um ensaio para que os trabalhistas deixassem mais tarde o de Ciro.

Apesar de todos os seus problemas, o bloquinho se saiu bem das eleições municipais. Somadas, as três legendas elegeram 797 prefeitos e 8.449 vereadores, números só superados pelo PMDB. Se permanecer unido, representa uma alternativa ao PT e um obstáculo sério à candidatura de Dilma, o que não interessa a Lula. O presidente quer Ciro na disputa, mas como uma espécie de Plano B, uma alternativa caso a ministra da Casa Civil não decole. Para construir esse cenário, o melhor é enfraquecer, sem destruir, o bloco que apoia o candidato do PSB. É esse o movimento que vem sendo construído dentro do governo.

Por Gustavo Krieger

- O HOMEM -

Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo
e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los.
Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas.
Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário
decidido a ajudá-lo a trabalhar.
O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.
Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo
que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção.
De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava!
Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e,
junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
- Você gosta de quebra-cabeças?
Então vou lhe dar o mundo para consertar.
Aqui está o mundo todo quebrado.
Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!
Faça tudo sozinho.
Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.
Algumas horas, depois, ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
- Pai, pai, já fiz tudo.
Consegui terminar tudinho!
A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho.
Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor
um mapa que jamais havia visto.
Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações,
certo de que veria um trabalho digno de uma criança.
Para sua surpresa, o mapa estava completo.
Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.
Como seria possível?
Como o menino havia sido capaz?
Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?
- Pai, eu não sabia como era o mundo,
mas quando você tirou o papel da revista para recortar,
ei vi que do outro lado havia a figura de um homem.
Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui.
Foi aí que me lembrei do homem,
virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era.
Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi
que havia consertado o mundo.

Por Alexandra Sá