18/09/11

Tucanos apanhados com as mãos na botija

De Norte a Sul do país, seja por seus antigos líderes nacionais como José Serra e cia, seja pelos novos como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), ninguém acusa tanto o governo federal do PT de aparelhamento e patrocínio de inchaço da máquina pública quanto o PSDB e suas sublegendas na oposição, o DEM, a caminho da extinção, e o PPS, desde sempre velha linha auxiliar tucana.

Pois bem, acabam de ser apanhados todos com as mãos na botija. Reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo mostra que o governo tucano de Geraldo Alckmin usa e abusa da Companhia Energética do Estado de são Paulo (CESP) para promover um festival de contratações de servidores sem concurso.

Nada menos que 8% dos funcionários da empresa são cedidos e estão lotados em outras instituições do Estado, principalmente na Secretaria de Energia, comandada pelo ex-líder tucano na Câmara, deputado José Aníbal (PSDB-SP), justo um dos tucanos que mais posam de vestal e mais investem contra o suposto "aparelhamento" que seria promovido pelo PT.

Tudo irregular e ilegal


O presidente da CESP, Mauro Arce - o mesmo que, aliás, vive escrevendo e fazendo cobranças ao governo federal - ainda tem o descabimento de afirmar que o fato é comum na administração e que a empresa é ressarcida pelos demais órgãos a que cede funcionários - um total de 106 servidores, espalhados por outras nove instituições estaduais.

O mais grave é exatamente esse argumento do Arce, de que o fato é comum na administração pública. Só se for na dos tucanos. Na verdade os órgãos e entidades beneficiados que contam com funcionários da CESP - entre os quais a Assembléia Legislativa e a Prefeitura da Capital - não pagam, atrasam e não há controles.

O argumento invocado pelo governo tucano paulista, de que os acionistas majoritários da CESP são privados, só agrava a situação já que pagam - quando pagam - funcionários que não trabalham na empresa e só torna mais patente a hipocrisia dos tucanos. Uma irregularidade flagrante. Tudo ilegal, como afirmam, num consenso, os especialistas ouvidos pelo jornal.

Fantasmas do BANESER em Brasília e em outros Estados

De repente descobre-se que a CESP virou um BANESER tucano. Lembram-se do BANESER? Foi uma estatal criada nos anos 70 para contratar servidores para o BANESPA (banco estatal), mas que ao longo de sucessivos governos de aliados tucanos (Quércia), ou eleitos por estes (Fleury) converteu-se no maior cabide de emprego e de fantasmas da história do Estado.

A ponto de, no período 1990-1994, ter 15 mil servidores contratados, aí incluídos, prefeitos, vereadores e apaniguados espalhados pelo Estado inteiro e até em Brasília e em outros Estados.

Da web

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