07/12/11

PRÊMIO OS CHATOS DO ANO

OS CHATOS DE 2011
miriam leitão 1
A revista “Brasileiros” decidiu homenagear os chatos criando o prêmio Os Chatos do Ano. A lista é hilariante. Alguns deles:

O CHATO APRENDIZ
Roberto Justus é um chato–aprendiz. Ele já migrou da publicidade para os programas de auditório e sonha em migrar para as paradas de sucesso. Sem perder a pose de galã de churrascaria. Sua capacidade de ser chato abrange vários setores da comunicação. Sua agência, não por acaso, criou os comerciais mais chatos da televisão brasileira: os da Casas Bahia.
CHATO IMORTAL
Este é seu maior problema: o homem dos tijolaços de O Globoagora é imortal. Nunca vamos ficar livres dele. Merval Pereira foi eleito para a Academia Brasileira de Letras pelo conjunto da obra, ou melhor, por uma única obra: a coletânea de tijolaços chamada O Lulismo no Poder, no qual desanca o ex-presidente da primeira à última página. Tem obsessão por Lula. É o único colunista político até hoje incapaz de passar um único dia sem falar mal dele. É a versão masculina de Miriam Leitão com os cabelos mais alinhados. Também conhecido como a voz do dono, ataca no jornal, no rádio e na televisão.
O CHATO EXALTAÇÃO
Em São Paulo, Galvão Bueno é nome de rua. No Brasil, é o nome de um grande chato. Como todo chato de sucesso – e a chatice não exclui o sucesso -, ele se acha o tal e até foi morar em uma monarquia de príncipes. Deve estar perto de se aposentar. Melhor para a Globo, pois até crianças já desligam o som da tevê durante as partidas do Brasil. Ninguém aguenta mais sua extrema euforia patrioteira. É um chato exaltado. E exibido. Em uma entrevista, um repórter da Vejaperguntou se ele ganhava bem. Sou o maior salário da Globo, respondeu ele, sem necessidade. E ainda explicou que o que Faustão ganha a mais é merchandising.
O CHATO VENEZIANO
Durante muitos chatos anos, Diogo Mainardiescreveu na Vejacom um propósito declarado por ele próprio: derrubar Lula. Hoje, ele não está mais nas páginas da Veja, enquanto Lula percorre o mundo recebendo láureas e homenagens. Refugiado em Veneza, até hoje aguarda-se o livro, cuja redação foi o motivo por ele alegado para sua coluna semanal virar quinzenal. (E depois virar pó.)
O BIG CHATO
Se o cidadão passa uns três meses por ano, há mais de uma década, apresentando o programa mais chato da televisão brasileira – o que o obriga a manter alguns dos diálogos mais chatos da história universal da TV com algumas das pessoas mais chatas do planeta -, o que ele é? Não adianta o Pedro Bial dirigir filmes-cabeça entre um Big Brothere outro para se livrar do rótulo de chato.
CHATO BEST-SELLER
Ao contrário de seu benfeitor, conhecido como Picolé de Chuchu, é um rapaz muito expressivo, que fala mais que a boca, faz palestras sobre qualquer assunto, conversa diretamente com Deus, escreve dois livros por dia, canta, dança e costuma estar em vários lugares ao mesmo tempo. Tem dias que nem ele mesmo, Gabriel Chalita, se aguenta. Se conseguir se eleger sucessor do Kassab, pode criar uma nova tendência na Prefeitura de São Paulo, depois das mulheres do PT e dos herdeiros do Maluf.
A CHATA CATASTRÓFICA
Os conhecimentos sobre economia de Miriam Leitão (foto) têm dividido a atenção com o seu corte de cabelo desde que ela entrou para a TV. Por mais desastrosa que seja, nenhuma notícia é tão catastrófica quanto a cara que ela faz ao contá-la.
O CHATO DA RENDA MÍNIMA
Quando ele assume o microfone do Senado Federal, de duas uma: ou vai cantar Blowing in the Windou falar sobre renda mínima. Mesmo os seus correligionários e até aliados, como Lula, o comparam à porta pantográfica. (Mantenha distância.) Além de cantor e economista visionário, tem a sua porção inspetor Clouseau. Já foi a Nova York à procura da testemunha de um crime que já estava morta. É um chato assumidíssimo: na postura, no modo de falar, no ritmo, nos assuntos,no timing. Seus discursos gravados têm sido recomendados por médicos como o melhor sonífero natural do mundo. Desnecessário declinar seu nome.
O CHATO SEM GRAÇA
Rafinha Bastos até fez a gente dar risada com suas piadas. Pisou na bola e virou vítima de seu próprio veneno. Sua arrogância impediu que sacasse a lei de ouro dos super-humoristas tipo Groucho Marx e Woody Allen: humorista de verdade sabe rir de si mesmo. A maior chatice de Rafinha é se levar a sério.

Por Ailton Medeiros

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